
Uma mistura curiosa de inquiridos: quem navega nas redes sociais na sanita, ou quem nem sabe o que são redes sociais.
São inúmeros os estudos que mostram que passar muitas horas por dia em frente a ecrãs (telemóvel, computador, tablet ou televisão, essencialmente) pode originar diversos problemas.
Efeitos esses que tendem a acumular-se, sobretudo quando há poucas pausas, luz inadequada, má postura e uso à noite.
Desvantagens mais frequentes: sono e cansaço, problemas na visão e desconforto ocular, postura e dores musculares, sedentarismo, desatenção, problemas de bem-estar e saúde mental ou alimentação, stress e ansiedade, relações prejudicadas ou, claro, uso compulsivo, sobretudo de redes sociais e jogos.
Embora, como tenha sublinhado recentemente o Controle de dinheiromais importante do que o tempo de utilização de ecrãs, serão os padrões de utilização. Ou seja, também é muito importante avaliar o que se está a ver no ecrã, e não (só) durante quanto tempo se está a ver.
Mas sabemos o tempo?
Voltando ao tempo de utilização de ecrãs, o O Guardião fez um apanhado interessante: perguntou a várias pessoas, directamente, se conseguem adivinhar quanto tempo por dia estão em frente a ecrãs.
E conseguiu uma mistura curiosa de inquiridos: quem navega nas redes sociais até na sanita, ou quem nem sabe o que são redes sociais.
Comecemos por Dayeon. Tem 16 anos. Mas fica chateada quando os seus amigos ficam colados ao telemóvel quando há encontro presencial. Ah, e não fica mais do que 1h por dia em frente ao telemóvel; a média é entre 30 e 60 minutos diários. Só usa computador para trabalhos escolares. Não vê televisão.
Agora o outro extremo, em relação à idade: Shere, 85 anosanda sempre enfiado no WhatsApp – onde, tem noção, vê muito “lixo”. Passa 3h por dia no telemóvel2h na televisão. Nada no computador.
Pippa, ligada à igreja, está muito presente no TikTok. Mas, aos 29 anosdecidiu nem ler comentários nas suas publicações. E ignora o telemóvel quando está com amigos e família, porque “é falta de educação não dar total atenção às pessoas”. Mesmo assim, chega às 4h por dia no telemóvel, 3h10m no computador e 1h na televisão – mais uns extras, quando vê uma série toda de uma vez.
A espanhola Paula, 40 anosestá sempre a jogar. Porque faz-lhe bem ao cérebro e traz “sossego”, alega. 4h por dia no telemóvel mais 1h na televisão. Não usa computador.
Aos 43 anosBarnaby apercebeu-se de que o uso excessivo de ecrãs tornou-se prejudicial para a sua saúde, por isso livrou-se do telemóvel. Mas é CEO no mundo da tecnologia: 5h a 6h por dia sem computadorficando-se por 1h30 no telemóvel. Zero televisão.
Katrina, 31 anosé gestora de redes sociais. Sim, está sempre ao telemóvel, desde que acorda. Ao fim do dia: “O meu cérebro está frito e sinto-me exausta”. 2h na televisão, 8h no computador e… 12h por dia no telemóvel.
