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Cotrim envia carta a Montenegro a pedir que desista de Marques Mendes



Luís Forra / LUSA

João Cotrim de Figueiredo espera por Luís Montenegro

O candidato presidencial Cotrim Figueiredo avisa Luís Montenegro que só o voto na sua candidatura para evita que André Ventura ou António José Seguro cheguem à Presidência da República.

Cotrim de Figueiredo pediu a Luís Montenegro que vote e apele ao voto do PSD no candidato liberal, para evitar ter um Presidente da República do PS ou Chega

Com sentido de responsabilidadee sem querer menorizar a candidatura apoiada pelo partido liderado por vossa excelência, assim como pelo CDS-PP, venho apelar ao voto do PSD na minha candidatura à Presidência da República”, refere Cotrim, num apelo público a Montenegro, presidente do PSD e primeiro-ministro.

O também eurodeputado exorta Montenegro a apostar na sua candidatura por estar certo de que, tal como ele, não deseja ver o candidato apoiado pelo PS, nem o candidato apoiado pelo Chega, líder do partido, no Palácio de Belém – residência oficial do Presidente da República. O antigo líder da IL considerou que a sua candidatura é, hoje, a única capaz de impedir esse cenárió.

“Como vossa excelência afirmou na passada semana: “Não podemos cair na armadilha de dispersar votos e ficarmos amarrados a não termos escolhas boas na segunda volta”. Não poderia estar mais de acordo consigo. Está na hora de tomar a decisão consequente com as suas próprias palavras“, ele insistiu.

Cotrim Figueiredo recordou que nas eleições autárquicas de outubro não hesitou em apoiar as candidaturas de Pedro Duarteno Porto, e de Carlos Moedasem Lisboa.

Fi-lo por acreditar que era o melhor para os dois municípios em apreço e para as respetivas populações. Fi-lo, portanto, por considerar tratar-se do melhor para Portugal. Confiei no PSD”, lembrou.

O ex-presidente da IL afirmou estar consciente de que grande parte dos eleitores e dirigentes do PSD já confiam em si e, por essa convicção, pede a Montenegro que se junte a estes.

“Sei que mudar o sentido de uma decisão destas exige coragem, mas, como nos ensinou Francisco Sá Carneiro, ‘Primeiro o país, depois o partido e, por fim, a circunstância pessoal de cada um’”, apontou.

Em sua opinião, Portugal precisa de um Presidente exigente, que colabore com o Governo na implementação das reformas urgentes de que o país precisa para ter um futuro melhor.

“Conte comigo. Eu conto consigo. Os portugueses contam connosco”vincou.



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