
ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
O candidato à Presidência da República, João Cotrim de Figueiredo
Candidato apoiado pela Iniciativa Liberal não esclareceu, no entanto, se vai votar em Seguro a 8 de fevereiro. “Percebo os que votam em branco”.
João Cotrim Figueiredo anunciou esta sexta-feira que vai lançar um movimento cívico para dar voz aos cerca de 900 mil votos que obteve nas eleições presidenciais. E garantiu que não vai votar em André Ventura na segunda volta.
No entanto, o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal (IL), que ficou em terceiro lugar na primeira volta das presidenciais, que decorreram no domingo, recusou afirmar se irá votar António José Seguroou em branco, numa entrevista na SIC Notícias esta sexta-feira.
“Percebo os que dizem que vão votar em branco, [a escolha é] entre alguém que quer que Portugal esteja parado e alguém que quer voltar para trás”, frisou Cotrim Figueiredo, assegurando apenas que não irá votar André Ventura, por não gostar “que usem a mentira como sistemática arma política”.
Movimento 2031
O também eurodeputado anunciou a criação do Movimento 2031que já está disponível para inscrições, assegurando que é cívico e apartidário, mas não apolítico, pretendendo “congregar vontades”.
Cotrim Figueiredo procura que os cerca de 900 mil votantes que conquistou na primeira volta das presidenciais “não fiquem sem um sítio onde possam manter aquela energia e vontade de colaborar”.
“[O movimento] pretende no fundo participar no debate público, sendo exigente com qualquer que seja o Governo que esteja em funções”, frisou, manifestando desejo de ver superar os 900 mil votos que obteve.
Cotrim Figueiredo adiantou ainda que o movimento irá realizar eventos, para “manter as comunidades online e offline vivas”.
Questionado sobre se tem no horizonte a candidatura a alguma das próximas eleições em Portugal, Cotrim Figueiredo apontou: “Não digo que não, mas não estou a dizer certamente que sim”.
“Não quero fazer nenhuma previsão da participação política ativa da minha pessoa, não há eleições previstas nos próximos três anos e fazer planos é pouco sensato”, insistiu, excluindo deste horizonte a liderança da IL, assegurando que está “bem entregue” a Mariana Leitão.
