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Crocodilos alcançaram proeza incrível. Depois, foram exterminados pelos humanos



Chuva Kathrin

Amostragem dos crocodilos das Seychelles. Três crânios incompletos do Museu Nacional das Seychelles estão entre os poucos restos preservados dos crocodilos das Seychelles

Um estudo de ADN revela que os crocodilos-de-água-salgada que viveram nas Seychelles (antes da chegadas do Homem) representavam a população mais ocidental desta espécie, tendo atravessado o Índico para chegar à ilha.

Os crocodilos-de-água-salgada ocupavam outrora uma área de distribuição enorme que se estendia por todo o oceano Índico até às Seychelles – confirmou um estudo publicado na semana passada no Diário RSOS.

A população agora extinta não era um grupo de crocodilos-do-Nilo (Crocodylus niloticus), nem constituía uma espécie separada. Em vez disso, era provavelmente a população mais ocidental de crocodilos-de-água-salgada (Crocodylus porosus), que atualmente vivem na Índia, no Sudeste Asiático, na Austrália e em ilhas de todo o Pacífico Ocidental-

Terão nadado pelo menos 3.000 quilómetros através do oceano Índico para alcançar o arquipélago remoto, talvez até muito mais”, afirmou, em comunicadoo co-autor do estudo e especialista em répteis das Coleções Estatais de História Natural da Baviera, Frank.

Apesar de as Seychelles, um arquipélago no oeste do oceano Índico, terem sido outrora o lar de uma grande população de crocodilos, quando colonos humanos chegaram no final do século XVIII, exterminaram todos os crocodilos das ilhas.

Inicialmente, cientistas ocidentais pensavam que os crocodilos das Seychelles faziam parte de uma população de crocodilos-do-Nilo que tinha migrado de África. Porém, em 1994, os investigadores reclassificaram os restos preservados como crocodilos-de-água-salgada com base nas suas características físicas.

No novo estudo, uma equipa diferente de cientistas confirmou essa conclusão recorrendo a ADN mitocondrial de crânios e dentes de vários espécimes antigos de museu de diferentes espécies de crocodilos e depois compararam esse ADN com amostras de tecido de espécimes modernos de museu e de crocodilos vivos.

Como explica a Live Science, para se espalhar tão para oeste como as Seychelles, C. poroso teria de atravessar milhares de milhas de oceano. Porém, os crocodilos estão adaptados à vida marinha, possuindo glândulas especiais de sal na língua que lhes permitem expulsar o excesso de sal.

Essa adaptação poderá ter ajudado os animais a espalharem-se amplamente pela região Indo-Pacífica e a limitar uma maior especiação, escreveram os investigadores no novo estudo.



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