
Zelenskyy, Macron e Putin, dezembro de 2019
Depende de quem responder. A Europa não se entende sobre o possível retorno aos contatos diretos com o Kremlin.
Os 27 não se entendem. No âmbito das recentes negociações sobre o fim da guerra na Ucrâniafoi recuperada a possibilidade de a União Europeia estabelecer contatos diretos com o Kremlin.
Mas os países europeus não concordam entre sinão há consenso sobre a abordagem a ser tomada: alguns a favor, outros contra e a maioria fica na abstenção.
Emanuel Macron e a primeira-ministra italiana Giorgia Melões foram os líderes mais destacados a querer recuperar as conversas com o Governo da Rússia, em janeiro.
Ó Euronews reforça que, para os líderes de França e Itália, a União Europeia tem de estar sempre presente nas negociações – algo que não aconteceu nas recentes conversas entre Rússia, Ucrânia e EUA.
“Creio que chegou o momento da Europa falar também com a Rússia“, comentou Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália.
E Meloni reforçou: “Se a Europa decidir participar nesta fase das negociações falando apenas com um dos dois lados, receio que, no final, a contribuição positiva que pode dar seja limitada”.
A ideia era evitar ter “demasiadas vozes a falar” pela Europa; ou seja, a ideia seria ter um enviado especial a representar todos os países da União Europeia.
Quem apoia: Áustria, República Checa e Luxemburgo. Acreditam que uma Europa unida e presente seria benéfica para a Ucrânia.
Quem está claramente contra: Alemanha, Estónia, Lituânia e Chipre. Não veem qualquer intenção real de Vladimir Putin de terminar com a guerra na Ucrânia.
Já da Suécia, chega uma previsão do primeiro-ministro Ulf Kristersson: “em algum momento”, a Europa vai acabar por falar diretamente com o Governo da Rússia.
Kaja Kallas, chefe da diplomacia da União Europeia, deixou outra perspetiva: “Se os russos acham que estão conseguindo seus objetivos máximos com os americanos, por que eles deveriam querer falar com os europeus?”.
