
“Nunca é ‘apenas uma fotografia'”, afirma Alexandra Surkova, uma premiada fotógrafa da vida selvagem e da conservação, que passou grande parte dos seus últimos anos a documentar o raro Lince Ibérico.
Pensa-se que estes gatos selvagens viveram na Península Ibérica durante um milhão de anos, e trabalhos recentes de conservação recuperaram as espécies de apenas 94 linces conhecidos para mais de 2.000 hoje.
“Minhas mãos tremiam. Metade das minhas fotos estavam borradas, mas naquele momento eu sabia que minha vida futura estava lá. Não consegui dormir naquela noite por causa das sensações. Eu tinha visto esse animal super esquivo que era tão raro de se ver na natureza.”
‘Ele decidiu sair fotografando com uma câmera, muito mais que um rifle’
Partilhar a maravilha de espécies raras como o lince ibérico pode ser uma faca de dois gumes. Para Alexandra, há poder em suas imagens, inclusive para quem faz mal aos animais.
“Não é apenas com meus amigos e familiares que estou conversando. Há muitas pessoas que estão olhando para o que estou fazendo agora. Às vezes você pode revelar a localização de um animal sem pensar, e no dia seguinte esse animal pode ser morto. É uma grande responsabilidade.”
E esta realidade preocupante ficou evidente quando, um ano depois de começar a fotografar o Lince Ibérico, Alexandra recebeu uma mensagem de um caçador.
“Ele me escreveu dizendo que já me acompanhava há algum tempo. Depois de ver minhas fotos, ele trouxe uma câmera. Resolveu sair para fotografar com uma câmera, muito mais que um rifle. Aquele momento mudou tudo dentro de mim.”
A fotografia pode exercer poder para sempre. “É muito mais do que mostrar imagens de animais”, diz Alexandra, “é uma questão de transformação. É uma questão de evocar emoções”.
Para fotógrafos estóicos como Alexandra, que enfrentam climas e terrenos extremos, que muitas vezes esperam 14 horas em silêncio sem um único avistamento, mas depois tentam e tentam novamente, esta é a missão.
Para a história completa, acesse Universo Alfa Sony e confira Instagram de Alexandra para mais de suas fotografias da vida selvagem. Alexandra atira com Sony Câmeras A1 e A1 II, emparelhadas com lentes FE 300mm F2.8 GM OSS, FE 400mm F2.8 GM OSS e FE 600mm F4 GM OSS.
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