
António Pedro Santos / Lusa
O ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento
Crescimento de 1,9% do ano passado, segundo estimativa do INE. Governo tinha previsto 2%. Queda em relação a 2024.
A economia portuguesa cresceu 1,9% em 2025, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Este valor compara com a previsão de crescimento de 2% inscrita pelo Governo no Orçamento do Estado para 2026 e é uma desaceleração face ao aumento de 2,1% em 2024.
Este crescimento foi impulsionado pela procura interna, “refletindo a aceleração do consumo privado e do investimento”, enquanto a formação bruta de capital fixo abrandou.
“O contributo da procura externa líquida foi mais negativo em 2025, tendo as exportações de bens e serviços em volume desacelerado de forma mais pronunciada que as importações de bens e serviços”, explica o INE.
No quarto trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) em volume cresceu 1,9% em termos homólogos e 0,8% em cadeia.
Segundo o INE, reduziu-se o contributo negativo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB, após uma desaceleração pronunciada das importações de bens e serviços e uma redução das exportações de bens e serviços, nomeadamente refletindo a “diminuição das transações de produtos petrolíferos”.
Já a procura interna também contribuiu menos para o crescimento, verificando-se uma desaceleração do consumo privado e do investimento.
Inflação
A inflação abrandou para 1,9% em janeiro, também de acordo com uma estimativa rápida do INE.
A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) estimada para janeiro é inferior em 0,3 pontos percentuais (p.p.) à observada no mês anterior, indica o INE.
Já a inflação subjacente, que exclui produtos mais voláteis como alimentos não transformados e energia, foi de 1,8%, também 0,3 p.p. menor que no mês precedente.
Segundo o gabinete de estatística, a variação do índice relativo aos produtos energéticos foi -2,2% (-2,4% em dezembro de 2025) e o índice referente aos produtos alimentares não transformados abrandou de 6,1% para 5,8%.
Quanto ao Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, que permite comparações com outros países europeus, terá registado uma variação homóloga de 1,9% (2,4% em dezembro).
