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Esfregam o chão por três motivos: a física por detrás do curling


Jure Makovec/EPA

O gelo, o atrito, a água. Aquelas vassouras diferentes são essenciais: a curva que a pedra faz no gelo pode decidir uma medalha olímpica.

Será uma das modalidades olímpicas de inverno que mais fascinam os fãs de esportes: a ondulação.

Sobretudo adeptos de modalidades individuais que exigem precisão e estratégia, como o bilhar, o golfe, ou a bocha, ou a malha, tão jogada entre amigos.

Mas aqui não há tacos de bilhar ou de golfe, nem há raquetes de ténis. Há… vassouras. Sintéticas.

Este “espectáculo único”, como descreve o site dos Jogos Olímpicosmuitas vezes tem como vencedora a equipe que sabe aperfeiçoar o varrer, que na verdade é um esfregar.

Um milímetro pode definir a entrega de uma medalha olímpica.

Vassouras podem corrigir a curvatura ou “esticar” a trajetória da pedra lançada. Servem para atacar, para defender, para pensar na jogada seguinte, ou nas seguintes.

Mas como funciona?

O portal O Clube de Curling ajuda a explicar a física por detrás desta modalidade especial.

Desde já, aquelas esfregadelas todas não limpam o gelo – aquecem o gelo.

Vassouras criam atrito que derrete momentaneamente os grãos de gelo em uma camada microscópica de água. A água é como um lubrificante: a pedra viaja mais e faz uma curva menor, endireitando sua trajetória.

Então vamos aos três motivos que justificam as vassouras:

O gelo não é plano
É granulado. É salpicado com gotículas de água que congelam em pequenas protuberâncias. A pedra não desliza sobre um gelo plano (nem conseguiria); desliza sobre grãos minúsculos.

Atrito = calor
Quando os jogadores esfregam o gelo com as suas vassouras sintéticas, geram fricção. O atrito cria calor. Este calor momentâneo derrete ligeiramente a superfície dos pequenos blocos de gelo, criando uma camada microscópica de água.

A água é lubrificante
Essa minúscula camada de água age como se fosse um lubrificante, reduzindo o atrito entre a pedra e o gelo. Daí saem duas consequências: a pedra desliza mais 2 ou 3 metros no máximo; e a pedra curva menos, mantém-se em um percurso mais em linha reta.

Traduzindo: quando o capitão grita “esfrega!”, é para a pedra andar mais ou parar de curvar tanto; quando grita “pare!”, é para haver mais atrito, e para que a pedra diminua e se curve mais.

Nuno Teixeira da Silva, ZAP //



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