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Está a ser revelada uma vertente poderosa da fruta-monge



eskymaks / depositphotos

Um adoçante natural sem calorias que, afinal, tem componentes que podem interagir com sistemas-chave do organismo.

Uma fruta-monge (monge das frutas ou Luohan Guo) é uma planta perene nativa da China e pertencente à família das cucurbitáceas. É conhecida sobretudo como adoçante natural sem calorias.

Mas os cientistas estão a encontrar sinais de que o seu interesse pode ir muito além da doçura: o fruto contém um conjunto diversificado de compostos bioativos — incluindo antioxidantes, metabolitos secundários e aminoácidos — que poderão interagir com sistemas-chave do organismo.

Um estudo recente analisou em detalhe a “química interna” do monkfruit, desviando o foco do seu uso como substituto do açúcar e concentrando-se nos componentes que podem estar associados a efeitos funcionais e nutricionais.

Entre os compostos identificados, destacam-se metabolitos secundários como terpenoides e flavonoides, ou aminoácidos.

Os terpenóides constituem um grupo amplo de substâncias naturais frequentemente associado a propriedades antioxidantes e protetoras.

Já os flavonóides são amplamente estudados por potenciais efeitos na redução do stress oxidativo e por ligações a parâmetros de saúde cardiovascular e metabólica.

Os aminoácidos, por sua vez, são essenciais para a síntese de proteínas e para processos fisiológicos como manutenção muscular, resposta imunitária e reparação de tecidos.

Para mapear onde estes compostos se concentram, a equipa avaliou casca e polpa de quatro variedades de fruta-monge, descreve o SciTechDaily.

A análise permitiu comparar perfis químicos entre partes do fruto e entre variedades, e explorar como certos metabolitos poderão interagir com recetores antioxidantes e outros alvos moleculares.

Estes recetores funcionam como “pontos de receção” de sinais químicos nas célulasativando vias biológicas relacionadas com inflamação, metabolismo e proteção celular.

Os autores sublinham ainda que nem todas as variedades são iguais: cada uma pode apresentar um perfil metabólico distinto, o que tem implicações tanto para a investigação nutricional como para a indústria alimentar.

A ideia é que a caracterização fina destas diferenças ajude a identificar quais as variedades mais adequadas para aplicações específicas — e a clarificar se o monkfruit poderá vir a ser valorizado não apenas como adoçante, mas também como fonte de compostos com potencial interesse para a saúde.



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