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Estudo descobre que restos “zombie” de covid-19 matam as nossas células imunitárias em bando



CDC/Rawpixel

Uma nova investigação concluiu que vários tipos de fragmentos de proteínas virais podem danificar as células imunitárias, mesmo quando a infeção já não está ativa.

Os fragmentos do coronavírus remanescentes após a infeção podem desempenhar um aumentar a inflamação e causar danos no sistema imunitário em pessoas com COVID longa.

Um novo estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) sugere que os vestígios do vírus, e não a infeção ativa, podem continuar a prejudicar o organismo muito tempo depois de ter passado a fase aguda e COVID-19.

O estudo, conduzido por uma equipa internacional de mais de 30 investigadores, mostra que os fragmentos proteicos produzidos quando o vírus se decompõe podem atacar e destruir células imunitárias importantes. Estes fragmentos persistentes foram descritos pelos cientistas como material viral “zumbi”uma vez que permanecem biologicamente ativos mesmo após a neutralização do próprio vírus.

Segundo os investigadores, os fragmentos atacam preferencialmente as células imunitárias com membranas altamente curvas ou “espinhosas”. Entre estas, encontram-se as células dendríticas, que atuam como sistemas de alerta precoce ao detetarem agentes patogénicos, bem como as células T CD4+ e CD8+, que coordenam as respostas imunitárias e destroem as células infetadas.

“As células com forma de estrela ou com muitos tentáculos acabam por ser suprimidas preferencialmente”, disse Gerard Wong, bioengenheiro da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e um dos autores do estudo. Pesquisas anteriores já tinham documentado a depleção de células T em doentes com COVID longa, e as novas descobertas ajudam a explicar o mecanismo biológico por trás deste fenómeno.

Os investigadores descobriram que múltiplos tipos de fragmentos de proteínas virais podem danificar as células imunitárias, o que pode ajudar a explicar porque é que as pessoas com condições imunitárias preexistentes são particularmente vulneráveis ​​aos sintomas da COVID longa, explica o Alerta científico.

O estudo sugere que a variante ómicron, embora altamente infeciosa, produz fragmentos de proteínas menos eficazes na matança das células imunitárias em comparação com as estirpes anteriores. Isto poderia ajudar a explicar porque é que a Ômicron geralmente causava doenças menos gravesapesar de se espalhar mais rapidamente.

As conclusões surgem numa altura em que a COVID-19 continua a representar um fardo significativo para a saúde públicaapesar da perceção de que a pandemia terminou.

Estudos recentes indicam também que o risco de desenvolver COVID longa aumenta com infeções repetidas, tanto em adultos como em crianças. Os especialistas médicos continuam a enfatizar a vacinação como uma medida preventiva fundamental.



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