
O ex-deputado do Chega, Miguel Arruda
Vanda Loureiro, ex-militante do PS, foi um dos 37 detidos no início da semana por pertencer ao 1143 – grupo de extrema-direita ligada a atos de discriminação e incitamento ao ódio. Miguel Arruda terá participado em almoço do grupo.
Esta terça-feira, a PJ levou a cabo uma megaoperação de combate a crimes de ódio cometidos contra imigrantes, na qual deteve 37 pessoas.
Desses suspeitos, sabe-se que três são militantes do Chega e ainda que um pertenceu ao PS até outubro de 2024.
Segundo o Correio da Manhãtrata-se de Vanda Loureiroque fez parte do PS Barreiro, do qual se desvinculou-se 2024, tendo-se radicalizado e entrado para o Grupo 1143.
Escreve o matutino que a detida chegou a ter assento na comissão política do PS no Barreiro, estrutura com poder de decisão nas listas autárquicas.
Vanda Loureiro ter-se-á depois radicalizado, passando a pertencer ao Ergue-te – aparecendo como número 12 da lista daquele partido de extrema-direita à Câmara do Barreiro, nas Legislativo de 2025.
O CM escreve ainda que a sua presença em eventos do 1143 era habitual.
Arruda em almoço do 1143
Ó Expresso noticiou esta sexta-feira que Miguel Arrudaex-deputado do Chega, terá participado em almoço do 1143, mas de cara tapada.
O convívio celebrava o primeiro aniversário do grupo e aconteceu no Porto, em outubro de 2024, três meses antes de Miguel Arruda ficar famoso por causa do alegado roubo de 19 malas nos aeroportos de Lisboa e de Ponta Delgada.
O então deputado do Chega começava a ser, como escreve o semanário, uma “figura popular no universo da extrema-direita”, por ser um ativo defensor de Mário Machado nas redes sociais.
Há cerca de um ano, Miguel Arruda foi apanhado numa chamada telefónica onde afirmou: “Eu pertenço ao Mário.”
