
Alexander Kazakov/Kremlin/EPA
Vladimir Putin, presidente da Rússia
Kremlin revogou a acreditação de Gareth Samuel Davies, funcionário da embaixada do Reino Unido em Moscovo.
“Durante uma operação de contraespionagem, um agente secreto britânico, Gareth Samuel Davis, nascido em 8 de agosto de 1980, foi identificado”.
“Foi enviado à Rússia sob o disfarce do cargo de Segundo Secretário do Departamento Administrativo e Económico da Embaixada Britânica”.
O anúncio é do Centro de Relações Públicas do FSB, o Serviço Federal de Segurança da Rússia.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo revogou a acreditação de Gareth, funcionário da embaixada do Reino Unido em Moscovo.
O britânico tem apenas 2 semanas para deixar a Rússia. E este prazo até foi uma “gentileza” das autoridades russas – para que possa concluir alguns assuntos pendentes.
“Foi reiterado que Moscovo não tolerará as atividades de agentes dos serviços de informação britânicos não declarados em território russo. Foi declarado que a posição intransigente da Rússia sobre esta questão continuará a ser implementada de acordo com os interesses da segurança nacional do país”, declara o Ministério.
A encarregada de negócios interina do Reino Unido na Rússia, Deini Dolakia, foi convocada para lhe ser apresentado um protesto firme, descreve o Euronews: se Londres escalar a situação, Moscovo dará uma “resposta simétrica”.
Manifestantes russos apareceram à porta do edifício do Ministério dos Negócios Estrangeiros, quando Danae Dolakia saía, para protestar contra britânicos.
A principal diplomata britânica em Moscou (Danae Dholakia) é saudada por “manifestantes” após deixar o @MID_RFonde ela teria sido repreendida por outro funcionário da embaixada que o FSB afirma ser um espião e ordenou sua expulsão. https://t.co/p0YXn4klOF pic.twitter.com/FBS1NCKUz9
-Mike Eckel (@Mike_Eckel) 15 de janeiro de 2026
Entretanto, o Governo do Reino Unido já avisou que pode respondedor à decisão da Rússia. Londres lembra que não é a primeira vez que o Kremlin recorre a acusações “maliciosas e infundadas” contra membros do seu corpo diplomático.
