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Híbridos plug-in podem poluir mais que carros a combustão. A culpa é dos condutores



Muitos utilizadores ignoram o carregamento elétrico, conclui análise ao comportamento de 500 condutores durante três meses.

Os automóveis híbridos plug-in (PHEV) podem ser ainda mais poluentes do que os tradicionais modelos a combustão. Conduzida em Xangai, na China, uma nova investigação monitorizou o comportamento de 500 condutores durante três meses e concluiu que, na prática, muitos utilizadores ignoram o carregamento elétrico.

A análise publicada na Science Direct considerou a utilização em diferentes cenários, como a recarga total antes de cada trajeto e a ausência completa de carregamento. O cenário mais eficiente foi aquele em que os carros emitiram 124 toneladas de dióxido de carbono; no menos eficiente, sem qualquer recarga, as emissões chegaram às 285 toneladas.

A diferença no número de oxidação foi ainda mais impressionante: as emissões passaram de 0,161 toneladas no cenário ideal para quase três toneladas no pior cenário. Os resultados têm diversas causas: uma delas é que o peso adicional das baterias e do motor elétrico torna o veículo mais pesado do que um modelo a gasolina.

Quando a bateria está descarregada, o motor de combustão tem de fazer mais esforço para movimentar o conjunto e, por cima disso, tentar recarregar o sistema. No fim, este processo aumenta drasticamente o consumo e a emissão de gases como o CO2 e os óxidos de azoto (NOx).

Além disso, os investigadores também identificaram fatores no perfil dos compradores destes automóveis: muitos condutores adquirem-nos não por preocupações com a sustentabilidade, mas para beneficiarem de subsídios — nos Estados Unidos, por exemplo, os PHEV já receberam incentivos fiscais semelhantes aos atribuídos aos veículos 100% elétricos.



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