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Inédito: houve mais votos nulos do que votos em branco pela primeira vez em presidenciais



ANDRÉ KOSTERS/LUSA

Boletins de voto para as eleições presidenciais de 2026, o mais longo de sempre.

Boletim de voto tinha mais nomes do que nunca, inclusive três cuja candidatura não foi aprovada.

Pela primeira vez em presidenciais desde o 25 de Abril, o voto nulo superou o voto em branconumas eleições em que os boletins tiveram o maior número de candidatos de sempre e três nomes que não foram aprovados.

No território nacional, registaram-se 64.817 votos nulos e 60.899 votos em brancoque correspondem a um aumento de 62% e 23%respetivamente, em relação às eleições de 2021, ano da reeleição de Marcelo Rebelo de Sousa — nas eleições de 2021, havia sete candidatos (os mesmos que constavam nos boletins de voto) e, no território nacional, os votos nulos representaram 0,94% (39.854 votos), enquanto os brancos foram 1,1% (46.862).

Numa verificação das restantes eleições presidenciais, sempre que os votos inválidos eram distinguidos entre votos brancos e nulos, os primeiros foram sempre superiores aos segundos.

Este ano, apesar dos avisos — e contra a decisão do Tribunal Constitucional, que considerou inválidas as candidaturas de Joana Amaral Dias, Ricardo Sousa e José Cardoso — os boletins traziam o nome destes candidatos: quem colocou o ‘x’ nestes, votou nulo.

UM segunda volta das presidenciais portuguesas vai decorrer no dia 8 de fevereiro e será disputada pelo vencedor da primeira volta, António José Seguro, e André Ventura, que ficou em segundo lugar.



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