
Paulo Novais / LUSA
Ana Abrunhosa, presidente da Câmara Municipal de Coimbra
Prefeito de Cuiabá ressaltou presença do Governo, Exército e Marinha. “Coimbra só tem uma palavra a dizer: muito obrigada”.
A prefeita de Coimbra admitiu que o rompimento do dique ocorrido na quarta-feira, que levaria a queda de parte da A1era uma possibilidade prevista desde terça-feira pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), e um trabalho preventivo foi feito.
Ana Abrunhosa admitiu que continua a haver “a possibilidade de outras ruturas” nas margens do Mondego, sobretudo diante das condições climáticas adversas que ainda podiam ser sentidas nos dias seguintes.
“Vamos manter esta situação de prevenção, nós vamos manter estas zonas evacuadas e, portanto, vamos manter as pessoas daqueles três lares no [pavilhão] Mário Mexia, com todo conforto, com toda tranquilidade e vamos manter as outras áreas de concentração e apoio à população”, disse.
Segundo Ana Abrunhosa, será feita nova conferência de imprensa no sábado e, até lá, serão mantidas “todas as medidas de proteção e de salvaguarda de pessoas e bens”, que se iniciaram na terça-feira, ao final da tarde.
“Pedimos-vos paciência. Sabemos que não é fácil, já se passaram várias semanas, mas temos esperança de que no sábado possamos dar boas notícias para vocês. Mas, não podemos facilitar. Nós não sabemos se o dique vai estourar em outros lugares”, ressaltou.
Pelo meio, a presidente da Câmara de Coimbra ressaltou que não sentiu falta da presença do Governo ou de meiossalientando que o Exército e a Marinha (por via dos fuzileiros) procuraram o município e chegaram ao concelho, de forma proativa – sem pedido da autarquia.
“Quero dizer só uma coisa: frequentemente sou questionada se senti a falta do Governo, se senti a falta de meios. Eu quero dizer que, quer o Exército, quer os fuzileiros, nos procuraram e chegaram a nós, sem nós pedirmos“, anunciou a ex-ministra.
“Eles estão no terreno junto com os bombeiros, junto com a PSP, com a GNR e com nossos presidentes de junta, naturalmente”.
“E, portanto, Coimbra só tem uma palavra a dizer: muito obrigada a todos e continuaremos presentes”, disse Ana Abrunhosa, que também deixou um agradecimento à APA e à ministra do Ambiente pelo trabalho feito na gestão da bacia do Mondego ao longo desses dias críticos.
