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Mau tempo? “Venha Gouveia e Melo”



Manuel de Almeida / Lusa

Se a depressão Kristin tivesse surgido antes de 18 de Janeiro, provavelmente o almirante estaria na segunda volta.

Henrique Gouveia e Melo foi dado como vencedor certo nas eleições presidenciais 2026. Isto há um ano, entre o final de 2024 e o início do ano passado.

Mas faltava ouvir o almirante na reserva. Faltava saber a sua posição política sobre diversos assuntos. E, quando isso começou a acontecer, foi caindo – e acabou por ficar em 4.º lugar na primeira volta, nem passou à segunda volta.

Mas… E se o mau tempo tivesse aparecido antes de 18 de Janeirodia da primeira volta das eleições presidenciais? Gouveia e Melo teria passado à segunda voltaassegura João Miguel Tavares.

O comentador no Público considere isso, se tivesse estado no terreno (Leiria) no pós-depressão Kristin, Gouveia e Melo teria dado uma imagem diferente e “resposta deplorável do Estado e do Governo” nos primeiros dias da tragédia.

Terá voltado aquela imagem de “competência” que o então almirante transmitiu na vacinação contra a COVID-19. O próprio chegou a comentar que “não era qualquer militar que fazia aquilo”.

Isto porque, continua João Miguel Tavares, o Governo mostrou que não tem organização, conhecimento e capacidade de liderança.

Paulo Ferreira acrescentou na rádio Observador que Portugal não tem uma cultura de logística, de organização. “É melhor assumir isso e ter as expectativas baixas”.

E o especialista em política também falou sobre Gouveia e Melo: “Aliás, não é por acaso que, quando houve um caso que correu bem, saiu logo dali um candidato à presidência da República: Gouveia e Melo e a vacinação”.

“É claramente a excepção: uma coisa que corre bem. Tudo organizado. E dali sai logo: ‘Bom, é este homem que tem de vir liderar o país!’. Olha, era ir chamá-lo para a logística do Estadopara resolver um problema na Protecção Civil, para organizar… Venha Gouveia e Melo e a sua equipa”, analisou Paulo Ferreira.



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