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Moedas passa a ter maioria absoluta em Lisboa



Estela Silva / Lusa

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas

Vereadora independente Ana Simões Silva, ex-Chega, vai passar a regime de tempo inteiro. Serão agora 9 eleitos num total de 17.

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), vai passar a governar com maioria absoluta ao delegar competências na vereadora independente Ana Simões Silva, ex-Chegaque vai passar a regime de tempo inteiro, anunciou hoje o município.

Numa nota, a autarquia indicou que o social-democrata convocou uma reunião extraordinária do executivo para sexta-feira para “fixar em oito o número de vereadores em regime de tempo inteiro”, atribuindo a Ana Simões Silva (que se desfiliou do Chega em janeiro) os pelouros da Saúde e do Desperdício Alimentar e competências “no âmbito do grupo de trabalho responsável pelas candidaturas a projetos europeus”.

“Com esta alteração, que resulta na formação de uma maioria absoluta com nove eleitos (num total de 17)serão reforçadas as condições para a governação estável e coesa da autarquia, permitindo ao executivo liderado por Carlos Moedas concretizar o programa sufragado pelos lisboetas para o quadriénio 2025-2029”, é referido.

Há quase um mês, Ana Simões Silva decidiu desfiliar-se do Chega e assumir o mandato no executivo municipal como independente, justificando a decisão com “Incompatibilidades políticas intransponíveis”.

“Esta decisão prende-se com incompatibilidades políticas intransponíveis dentro do gabinete da vereação do partido Chega. Não posso permanecer como uma vereadora meramente decorativa, sem qualquer tipo de meios que permitam exercer um mandato competente em benefício da cidade de Lisboa”, afirmou Ana Simões Silva.

Nessas autárquicas de outubro, o partido Chega conseguiu eleger pela primeira vez no executivo da Câmara de Lisboa, com a eleição de dois vereadores: Bruno Mascarenhas e Ana Simões Silva.

Foi precisamente a eleição de Ana Simões Silva que originou a “novela” da recontagem em Lisboa: o Chega teria ficado à frente da CDU (e assim com direito a dois vereadores) por apenas 11 votos; mas verificou-se que faltavam contar 60 votos em São Domingos de Benfica; depois o Tribunal Constitucional ordenou a recontagem numa secção da freguesia de São Domingos de Benfica.

No final, o Chega continuou à frente – mas agora fica como a CDU, com apenas um vereador.



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