
Estela Silva / Lusa
Trabalhos de recuperação de um telhado de uma habitação em Figueiró dos Vinhos (imagem ilustrativa)
Um homem de 72 anos morreu na quarta-feira, na sequência da queda de um telhado que estaria a arranjar, na localidade de Palhais, no concelho da Sertã. Governo volta a prolongar situação de calamidade até 15 de fevereiro.
Com a morte de um homem que morreu, enquanto compunha o telhado, no concelho da Sertã, distrito de Castelo Branco, sobem para 12 as pessoas que morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardoque provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
Situação de calamidade até 15 de fevereiro
A situação de calamidade vai voltar a ser prolongada em Portugal continental, estendendo-se por mais sete dias, de domingo até 15 de fevereirodevido à continuação do mau tempo, anunciou o primeiro-ministro.
“Sabemos que ainda teremos uma situação difícil que vai prolongar as condições que justificaram precisamente esta situação de calamidade”afirmou Luís Montenegro, numa declaração na residência oficial em São Bento, em Lisboa, após a reunião semanal do Conselho de Ministros e depois de se ter reunido com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em Lisboa.
Além de prolongar a situação de calamidade, o Governo decidiu decretar a situação de contingência “nas zonas com risco maior em termos de inundações”que é o nível intermédio na Lei de Bases da Proteção Civil, inferior à calamidade e superior ao alerta.
Devido ao mau tempo, o Governo começou por decretar situação de calamidade em Portugal continental entre 28 de janeiro e 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois estendido até ao dia 8 de fevereiro para 68 concelhos, voltando agora a prolongar até 15 de fevereiro.
Medidas de “revolução”
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousaanunciou, ao fim da noite de quinta-feira, que já promulgou as novas medidas do Governo anunciadas pelo primeiro-ministro para responder aos efeitos das tempestades, que considerou “um pouco uma revolução na forma de atuação na administração pública”.
“São, como foi dito, um pouco uma revolução na forma de atuação na administração pública e, portanto, não são pacíficos“, comentou Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas, junto à Basílica da Estrela, em Lisboa, referindo que o objetivo é “acelerar a atuação” dos poderes públicos.
O chefe de Estado relatou que, na sua reunião com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, já recebeu “os diplomas correspondentes a estas medidas que hoje anunciou” – entre as quais um regime excecional e experimental para acelerar a reparação urgente e reconstrução de casas, sem controlo administrativo prévio.
“Eu já os assinei, acabei de assinar, portanto, estão promulgados todos”, anunciou.
O Presidente da República defendeu que “agora o fundamental é verdadeiramente acelerar a satisfação da necessidade dos portugueses“.
“E, ée o dinheiro chegar na segunda-feira aos portugueses e às empresas, e se for possível pôr de pé estes mecanismos todos, bom, então o mais importante é nós acelerarmos issoporque as pessoas, como disse, estão naturalmente muito ansiosas, estão angustiadas e querem ver resultados visíveis depois daquilo que estiveram a viver ou que estão a viver”, acrescentou.
