
É uma questão de tradição, de uma suposta atitude de Jesus Cristo, ou mesmo da prática dos apóstolos. A Igreja “não pode fazer o que quiser”.
Pipa está muito presente no TikTok. Chega às 4h por dia no celular, 3h10m no computador e 1h na televisão – mais alguns extras, quando assiste a uma série inteira de uma vez.
E isso tem alguma coisa a ver com o título deste artigo? Tem. É que, no artigo original no The Guardian, Pippa aparece como “the priest”.
Como traduzir isso? Não há mulheres padres na Igreja Católica.
E não há porquê? A Igreja Católica vai repetindo que não pode ordenar mulheres como sacerdotisas. Por vários motivos.
Em resumo: a tradição da Igreja, a atitude de Jesus Cristo (não chamou nenhuma mulher para o grupo dos apóstolos) e a prática dos apóstolos que sempre se mantiveram fiéis “à atitude de Jesus”.
A última palavra sobre o assunto foi de João Paulo II. Uma carta apostólica de 1994, a Ordenação Sacerdotalavisa que a decisão de manter as mulheres fora “deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja”.
“A ordenação sacerdotal, pela qual se transmite a missão, que Cristo confiou aos seus Apóstolos, de ensinar, santificar e governar os fiéis, foi na Igreja Católica, desde o início e sempre, exclusivamente reservada aos homens. Esta tradição foi fielmente mantida também pelas Igrejas Orientais”, lê-se logo no início do documento.
E sim, “desde o início”. Foi sempre assim na Igreja Católica. Nunca houve mulheres no “patamar” dos sacerdotes. E na verdade, até há poucos anos, essa tradição nunca foi contestada. Pelo menos que se visse.
E o padre Jacinto Farias, teólogo e professor da Universidade Católica, avisou no Observador que a Igreja nada pode mudar. Os homens nada podem mudar: “Não está no nosso poder, não depende do Papa. Trata-se da vontade de Deus. Jesus escolheu homens, não escolheu mulheres.
Chegou-se a comentar que, dada a vertente reformista do Papa Francisco, isso poderia ser mudado. Não foi.
