
Pode ser muito bonito para publicar vídeos, mas se calhar correr ou cavar túneis são actividades mais aconselháveis.
Se não aconteceu nos últimos dias, aconteceu antes: um vídeo publicado nas redes sociais mostra um coelho a nadar.
“Ai que lindo! Que fofura! As orelhas até mudam de posição, entram em modo natação!” – devem ser as reacções mais habituais.
As imagens são bonitas, fora do normal, inesperadas tendo em conta o animal que é. Mas essa aventura da natação pode originar doenças no coelho. Pode mesmo mate-o.
Os coelhos sabem nadar! Além disso, suas orelhas adotam uma “posição de natação” enquanto estão na água pic.twitter.com/fps5UKfI5G
— Você Sabia? (@VoceNaoSabiaQ) 24 de janeiro de 2026
O contacto do coelho com a água pode causar doenças fúngicas na pele, ou um nível de estresse desnecessário.
Os coelhos foram feitos para serem escavadores, começa por lembrar Marcela Ortiz: “Fazem tocas e ficam em ambientes de terra; nadar não é um hábito”.
A veterinária reforça na Globo que os coelhos têm um pelo muito densodemora a secar; pelo molhado durante muito tempo pode originar infecções e doenças de pele.
E fazem a “troca de ar” pelo nariz, por isso não têm a anatomia correcta para nadar.
Mesmo assim, alguns conseguem “safar-se”. Aliás, muitos utilizam a água para fugir de um predador.
Mas, reforça-se, a natação é “totalmente contra-indicado para coelhos domésticos”, salienta outra veterinária, Talita Santos.
“Também não há benefício nenhum em estimular a natação. Colocar o animal contra a sua vontade pode causar um pico de stress muito intenso, já que eles reagem como se estivessem a ser caçados. Essa contenção pode levá-los ao colapso”, alerta a especialista.
O ideal é deixar o coelho correr e explorar a casa, ou cavar buracos. Gasta energia, diverte-se, e está mais seguro.
