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O coelho sabe nadar – mas pode morrer nessa aventura



Pode ser muito bonito para publicar vídeos, mas se calhar correr ou cavar túneis são actividades mais aconselháveis.

Se não aconteceu nos últimos dias, aconteceu antes: um vídeo publicado nas redes sociais mostra um coelho a nadar.

“Ai que lindo! Que fofura! As orelhas até mudam de posição, entram em modo natação!” – devem ser as reacções mais habituais.

As imagens são bonitas, fora do normal, inesperadas tendo em conta o animal que é. Mas essa aventura da natação pode originar doenças no coelho. Pode mesmo mate-o.

O contacto do coelho com a água pode causar doenças fúngicas na pele, ou um nível de estresse desnecessário.

Os coelhos foram feitos para serem escavadores, começa por lembrar Marcela Ortiz: “Fazem tocas e ficam em ambientes de terra; nadar não é um hábito”.

A veterinária reforça na Globo que os coelhos têm um pelo muito densodemora a secar; pelo molhado durante muito tempo pode originar infecções e doenças de pele.

E fazem a “troca de ar” pelo nariz, por isso não têm a anatomia correcta para nadar.

Mesmo assim, alguns conseguem “safar-se”. Aliás, muitos utilizam a água para fugir de um predador.

Mas, reforça-se, a natação é “totalmente contra-indicado para coelhos domésticos”, salienta outra veterinária, Talita Santos.

“Também não há benefício nenhum em estimular a natação. Colocar o animal contra a sua vontade pode causar um pico de stress muito intenso, já que eles reagem como se estivessem a ser caçados. Essa contenção pode levá-los ao colapso”, alerta a especialista.

O ideal é deixar o coelho correr e explorar a casa, ou cavar buracos. Gasta energia, diverte-se, e está mais seguro.





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