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O mau tempo em Portugal está a afetar a Saúde em Cabo Verde



(dr) Ministério da Saúde de Cabo Verde

Ana Paula Martins, ministra da Saúde, visita hospital em Cabo Verde

Os anestésicos não chegam ao país africano devido aos barcos parados em Lisboa. Cirurgias reduzidas ou suspensas.

O ministro da Saúde de Cabo Verde afirmou nesta segunda-feira que o país enfrenta atrasos na chegada de anestésicos, retidos em Lisboa devido às tempestadesobrigando a reduzir cirurgias normais programadas.

“Continuamos a fazer cirurgias, particularmente as de urgência. Acontece que Cabo Verde está a enfrentar um problema de transporte por causa das últimas tempestades que abalaram Portugal e impediram a chegada do barco com os anestésicos fornecidos pela Empresa Nacional de Produtos Farmacêuticos (Emprofac)”, afirmou Jorge Figueiredo, num comunicado do Ministério da Saúde.

Segundo o governante, “os barcos estão parados em Lisboanão podendo circular”.

“Estamos à espera que venham nos próximos dias, mas até lá, a boa gestão indica que devemos manter o ‘stock’ e garantir que as urgências sejam feitas“, apontou, afirmando que cirurgias normais serão reduzidas ou suspensas até uma reprogramaçãoque será feita mediante critérios médicos.

“Se os portos em Portugal voltarem à normalidade, nós poderemos ter o produto em cinco a seis dias“, reafirmou.

Desde o final de janeiro, Portugal tem enfrentado uma série de tempestades que causaram chuvas fortes, ventos, inundações, prejuízos materiais e mortes em várias regiões, levando o Governo declarar a situação de calamidade em dezenas de municípios e a anunciar pacotes de apoio à recuperação económica e social.

A situação meteorológica resultou ainda em interrupções de serviços essenciais, cortes de energia, cheias, destruição de infraestruturas e constrangimentos nos transportes, com impactos significativos nos portos.



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