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O problema da referência Mourinho e os adeptos obrigados a ficar descalços: FC Porto 1-0 Benfica



Fernando Veludo / EPA

FC Porto-Benfica, Taça de Portugal (14/01/2026)

Líder do campeonato confirmou favoritismo e afastou o Benfica da Taça de Portugal. Houve confusão, dentro e fora do relvado.

Ó FC Porto está nas meias-finais na Taça de Portugal, depois de ter vencido o grande jogo da prova desta edição, até agora: 1-0 contra o Benfica.

No jogo dos quartos-de-final realizado nesta quarta-feira, no Estádio do Dragão, o único golo surgiu mesmo em cima do quarto de hora: num pontapé de canto, a cabeça de Bednarek fez a diferença no clássico.

Ao longo de uma primeira parte com algumas fases de bom futebol, o equilíbrio dominou, mas o FC Porto marcou e esteve mais no jogo; o Benfica poderia ter empatado já nos descontos, quando Diogo Costa impediu o golo de Leandro Barreiro.

A primeira parte também teve alguns momentos quentes. O pico chegou já aos 46 minutos, numa jogada que envolveu Dedić e vários jogadores do FC Porto, sobretudo o irritado Samu, que foi empurrado por Pavlidis quando tentava acalmar a situação.

Farioli entrou em campo, enérgico, para suavizar o ambiente; vários elementos da comitiva do Benfica também – mas foi curioso ver a postura de José Mourinho, parado, de mãos nos bolsos, a vários metros da confusão. Só a ver.

Na segunda parte, o Benfica “acordou” um pouco, tentou atacar mais vezes, com Tomás Araújo e (sobretudo) Pavlidis, já aos 90 minutos, a ficarem muito perto do empate. Mas pouco mais fez.

Mourinho tem um problema

O seu problema é estar no Dragão, mas como adversário.

Este foi o quinto jogo que uma equipa liderada por José Mourinho disputou no Estádio do Dragão, depois da saída do então campeão europeu do FC Porto.

O treinador nunca ganhou. Perdeu duas vezes com o Chelsea, empatou outra quando também liderava a equipa de Londres; e agora, no comando técnico do Benfica, empatou um jogo e perdeu outro.

Elogios e queixa

Francesco Farioli ganhou mas, quando questionado sobre uma eventual vitória “à Mourinho”, não escondeu que uma das suas referências estava do outro lado: José Mourinho, precisamente.

“Já disse várias vezes que, para mim, Mourinho tem sido uma referência. Não só pelo trabalho defensivo que referiu, mas por muitas coisas: ele mudou o futebol, não só pelas vitórias, mas pela forma como mudou a metodologia, a abordagem…”, comentou o treinador do FC Porto, que vem de uma geração que “aprendeu” com Mourinho.

“Ganhámos com todos estes elementos, mas também acho que jogámos um grande futebol”, analisou o técnico italiano.

José Mourinho acabou o clássico a sentir que o Benfica merecia mais: “Não é fácil jogar contra o FC Porto, principalmente no Dragão; e, ao fazê-lo da maneira que fizemos, merecíamos mais. A oportunidade falhada no minuto 90 (Pavlidis) elucida o que estou a dizer”.

“Não tivemos problemas no jogo, com ausências e substituições forçadas. Os rapazes estiveram muito bem. Obviamente que faltou o golo que podíamos ter feito, tanto na primeira, como na segunda parte, para ter um resultado completamente diferente”, analisou o treinador do Benfica.

“Vergonhoso”

Já depois do jogo, o Benfica emitiu um comunicado onde se queixa de que os seus adeptos foram “sujeitos a tratamento vergonhoso” no Dragão.

Segundo o clube da luz, os adeptos foram “obrigados a descalçar-se sobre um chão molhado, num procedimento que não se encontra previsto em qualquer regulamento e que teve como único propósito a humilhação”.

Muitos adeptos só conseguiram entrar no Estádio do Dragão já durante a segunda partede acordo com o Benfica.

“Trata-se de um comportamento absolutamente inaceitável por parte dos responsáveis ​​de segurança do Futebol Clube do Porto, que, infelizmente, se tem tornado prática reiterada sempre que o Sport Lisboa e Benfica disputa jogos neste estádio”, lê-se.

O Benfica vai apresentar uma queixa formal à Federação Portuguesa de Futebol.

Nuno Teixeira da Silva, ZAP //



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