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palavras duras do presidente da Câmara⁩



Adrix /X

“Acho ridículo que alguém apareça com meia dúzia de garrafas, e que se filme numa carrinha pequena”, lamentou Gonçalo Lopes.

“Isto é um ambiente de guerra“. E em Portugal “há pouca gente preparada” para responder a fenómenos como a depressão Kristin.

Leiria deveria ter entrado em situação de calamidade mais cedoe deve prolongar-se para além deste domingo, segundo um (exaltado) presidente da Câmara Municipal daquela cidade.

Gonçalo Lopes (PS) disse aos jornalistas, neste sábado, que tem a “percepção clara” de que é preciso prolongar essa situação, ainda por cima porque o tempo vai piorar não domingo.

“É natural que muitas das estruturas que não estão seguras precisam de mais tempo para podermos intervir. Precisamos de um grau de prontidão que se mantém elevado durante os próximos dias. Leiria tem também um rio que tem sido disciplinado dentro das suas margens e que já galgou as margens”, avisou.

O autarca admitiu que, num primeiro momento, “não houve a noção da dimensão do problema” – mas agora a calamidade está mais do que identificada.

Carrossel e jardim zoológico

Gonçalo Lopes acha que o que se tem passado em Leiria, desde quarta-feira, é “uma intervenção que gerou uma enorme confusão em muitas cabeças de quem só pensa em Lisboa”.

Em vez de se olhar para os reais problemas, considera, aquilo tem assistido nos últimos dias “é um carrossel de pessoas a vir a Leiria como se um jardim zoológico se tratasse”.

“Tenho o máximo respeito por todos os políticos do Governo, que estão solidários com o Leiria. Vou precisar do Governo para reerguer Leiria. Vou precisar de um Governo forte, sensibilizado e próximo das pessoas”.

E, sem falar no nome André Ventura, desabafou: “Acho ridículo quando alguém quer oferecer meia dúzia de garrafas de água e que se filma para trazer, numa carrinhazinha pequenina, ajuda ao distrito e ao concelho de Leiria”.

“É uma ofensa ao que estamos a passar. Cansado. Cansado deste tipo de atitudes”.

Aproveitar o que está a acontecer para fazer campanha, não. É uma ofensa a quem está a sofrer, a quem está há mais de dois dias sem água, sem luz, com dificuldades extremas”, acrescentou.

Na reacção, André Ventura disse que não ia entrar em “picardias políticas” porque “temos de nos focar no que falhou e na ajuda a estas pessoas. Tive a preocupação de ir ao centro de Leiria imediatamente, ouvi no centro de Leiria de várias pessoas que à volta estava muito pior e eu senti que tinha o dever como candidato de estar aqui”.

António José Seguro ouviu mas não se identifica com estas palavras: “Não encaixam no meu comportamento. O comportamento que eu tenho tido é de constante e permanente contacto com os autarcas e reconheçam-me que, no próprio dia, eu estive no terreno; só que fiz uma separação clara entre a campanha eleitoral e o meu dever como português e como candidato da Presidente da República; foi ir falar com pessoas e ver os estragos”.

Apesar do cenário actual, o presidente da Câmara está confiante na recuperação total: “Acredito perfeitamente que se há um sítio onde Portugal está preparado para reagir melhor ao que aconteceu é o meu concelho.”

Como comunicações estão restabelecidas em quase todo o concelho de Leiria, anunciou entretanto o vereador da Câmara Municipal, Luís Lopes.

Nuno Teixeira da Silva, ZAP //



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