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resposta do Governo é “vergonhosa”⁩


Pedro Nunes / Lusa

Heloísa Apolónia (PEV)

Executivo liderado por Luís Montenegro demonstrou que não está à altura de responder às necessidades, segundo o PEV.

Após alguns dias, Luís Montenegro anunciou as medidas do Governo, de apoio às famílias, empresas e autarquias mais afectadas pela depressão Kristin.

Serão 10 mil euros, no máximo, para reconstrução de casas; duas linhas de crédito para as empresas, uma de 500 milhões de euros e outra de 1.000 milhões; entre outras diversas medidas, o valor total dos apoios públicos será de 2.500 milhões de euros.

Clara Teixeira, numa primeira análise, aprova as novidades: “Distribuem dinheiro por famílias, empresas e para reparações de estruturas”.

Mas, avisa a economista na Antena 1o que é preciso, em primeiro lugar, é que cheguem ao terreno com muita, muita rapidez”.

António José Seguro também acha que o Governo está na “direcção certa”, mas também deixou o apelo: “O que é importante é que cheguem o mais rapidamente às pessoas, às empresas e às famílias que estão em dificuldades. Nós conhecemos a tradicional burocracia do Estado, não pode haver burocracia aqui”.

Mas a mesma Clara Teixeira deixou uma crítica importante: “O Governo demorou mesmo muito tempo a reagir”.

Ó PEV – Partido Ecologista “Os Verdes” concorda: “O Governo tardou na resposta à coordenação da ajuda imediata”.

Além disso, continua o partido em comunicado, as medidas de apoio são “tão curtas e insuficientes, que constituem um desrespeito por quem está numa situação de desespero por ter perdido o seu lar ou a sua empresa”.

O PEV escreve mesmo que a resposta, ou falta de resposta, do Governo para com esta situação, é “vergonhosa”.

O partido avisa também que faltam meios operacionais no terreno, nomeadamente de militares que ajudem a desobstruir vias públicas e a facilitar as acessibilidades.

E deixa uma comparação: “Tudo isto contrasta com as respostas que foram dadas em auxílio da banco, pelas mãos daqueles que decidem hoje estas migalhas de apoios às pessoas e às micro, pequenas e médias empresas”.

Os Verdes consideram estas respostas inaceitáveis, lembrando que o mau tempo vai continuar em Portugal continental nos próximos dias.

O PEV deixou de ter deputados na Assembleia da República em 2022, quando a CDU elegeu 6 deputados – todos do PCP.



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