
Câmara Municipal da Marinha Grande
Estragos na Marinha Grande causados pela depressão Kristin
40 anos depois, novas eleições presidenciais, nova campanha – mas o foco é bem diferente. Locais foram ao voto antecipado.
Foi há 40 anos: no dia 14 de Janeiro de 1986, noutras eleições presidenciais, na altura na campanha para a primeira volta, Mário Soares arriscou e foi a uma fábrica repleta de trabalhadores insatisfeitos, devido à crise económica da altura.
Foi vaiado e foi mesmo alvo de tentativa de agressão. Foi a “paulada da Marinha Grande”.
Quatro décadas depois, novo contexto de eleições para presidente da República – mas quase ninguém na Marinha Grande fala em Mário Soares, ou nas eleições de 1986, porque o foco é outro.
Neste domingo foi dia de voto antecipado. Marinha Grande foi um dos concelhos mais afectados pela depressão Kristin mas, mesmo assim, muitos eleitores (800 estavam inscritos) foram votar, descreve o Jornal de Notícias.
Mas a conversa não era sobre as eleições: falava-se sobre a tempestade, sobre a falta de águasobre ruas estragadas e os salários por receber (sobretudo na indústria dos moldes).
E há lamentos por parte dos habitantes locais: “Falta água, luz… Não há apoio. Não foi dado o devido valor àquilo que nos aconteceu, aqui na Marinha Grande e em Leiria. Não foi”, descreve Paulina Capitão na RTP.
Muitos habitantes da Marinha Grande continuam sem água porque andam a roubar cabos.
Na agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal, Paulo Vicente, foi claro: “A falta de água deve-se à pilhagem de cabos eléctricos que se ligam aos geradores”.
O autarca admitiu que também pode haver avarias ou falhas de combustívelenquanto um dos focos da população é a segurança.
