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Segunda volta: quem apoia quem, e quem deixa para mais tarde



antoniojoseseguro / flickr; José Coelho / Lusa

Entre os candidatos e partidos que após os primeiros resultados da noite eleitoral já anunciaram o seu apoio e os que não quiseram endossá-lo ou ainda não se pronunciaram, o quadro político começa a reposicionar-se para a disputa da segunda volta das eleições entre António José Seguro e André Ventura.

Ao longo da noite eleitoral, alguns dos candidatos derrotados já anunciaram o seu sentido de voto na segunda volta das presidenciais.

À esquerda, é unânime o apoio a António José Seguro — que recebeu, desde logo, o endosso expresso do PCP, pela voz de Paulo Raimund, e do seu candidato, António Felipeque nas suas declarações deixaram uma indicação de voto no candidato socialista “para garantir a derrota de André Ventura”.

Do lado do Bloco de esquerda, a mesma indicação: Catarina Martins declarou apoio a Seguro na segunda volta, e o coordenador do Bloco, José Manuel Purezaanunciou que vai propor à mesa nacional do partido, que se reúne amanhã, o apoio a António José Seguro na segunda volta “para derrotar André Ventura”.

O candidato apoiado pelo Livre, Jorge Pintoque já tinha dado a entender um apoio a António José Seguro no debate com todos os candidatos, foi claro no discurso desta noite.

Tinha dito que não seria por mim que Seguro não seria Presidente da República. Agora, digo algo diferente: será por mim que ele será Presidente. Vou votar Seguro na segunda volta e apelarei que o meu partido faça o mesmo”, adiantou.

Também os co-porta-vozes do Livre anunciaram que o partido deverá apoiar António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, faltando apenas formalizar a decisão em consulta interna.

A co-porta-voz Isabel Mendes Lopes considerou “altamente preocupante” que Luís Marques Mendes e o PSD tenham optado por não se posicionarem na segunda volta, e defendeu que “é fácil para um democrata saber em que lado se deve posicionar”.

A esquerda faz assim o “all in” em António José Seguro.

À direita, o cenário é diferente. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, adiantou que o PSD, cujo espaço político não está representado na segunda volta, não apoia não Seguro, não Ventura.

“O PSD não estará envolvido na campanha eleitoral e não emitiremos qualquer indicação, nem é suposto fazê-lo. Não vale a pena estarmos com jogos políticos, podem colocar as questões, mas não vão encontrar uma resposta diferente desta”, afirmou Montenegro.

No seu discurso de derrota, Marques Mendes recusou-se a dar o seu apoio a quaisquer candidatos. “Não vou fazer o endosso dos votos que me foram hoje confiados”.

“Tenho a minha opinião pessoal mas, como candidato, não sou dono dos votos que me foram depositados. Cada um decidirá de acordo com a sua liberdade e consciência”, conclui o candidato apoiado pelo PSD.

António José Seguro recolheu já no entanto o apoio expresso, a título individual, de algumas personalidades do PSD. Foi o caso de Miguel Poiares Maduro.

O antigo ministro de Passos Coelho e apoiante de Marques Mendes adiantou, na RTP, que “do ponto de vista dos princípiose do entendimento do nosso regime político, estou mais próximo de António José Seguro que de André Ventura”.

No seu discurso, Cotrim de Figueiredo salientou que na segunda volta “os portugueses estarão confrontados com uma péssima escolha entre António José Seguro e André Ventura”.

É assim provável que “embora haja atualmente uma maioria de centro-direita, o país  terá provavelmente um presidente socialista“, disse o candidato da IL, que concluiu dizendo que “não tenciono nem votar, nem recomendar o voto em qualquer dos candidatos”.

E o almirante?

Henrique Gouveia e Melo manteve o mistério. Considerou que era um momento precoce para indicar algum apoio, e que iria “reservar isso para outro momentomais tarde”.

Nos próximos dias, haverá provavelmente a uma clarificação dos apoios e posicionamentos à direita e entre os apoiantes de Gouveia e Melo — entre os quais se encontram diversas personalidades do PSD e CDS/PP.



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