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Quando faltam 21 freguesias por apurar, António José Seguro já tinha recolhido 3.477.717 votos expressos, ultrapassando os 3.459.521 obtidos por Mário Soares nas eleições presidenciais de 1991.
O novo Presidente da República, António José Seguroobteve a maior votação de sempre em Eleições Presidenciais, ultrapassando o número de votos obtido por Mário Soares nas eleições presidenciais de 1991. Em termos percentuais, porém, Seguro fica aquém dos 70,35% de Soares.
À hora desta edição, quando faltam 21 freguesias por apurar, Seguro já garantiu 3.477.717 votos expressos. Nas eleições de 1991, Mário Soares foi reeleito, à primeira volta, com 3.459.521 (70,35%)contra os obtidos por Basílio Horta, que se quedou pela segunda posição, com 696.379 votos (14,16%).
Nessa eleição, Mário Soares obteve não apenas a maior votação em percentagem e número de votos, mas também a maior margem de sempre para o segundo candidato mais votado: 56,19%.
A segunda maior votação de sempre (agora, terceira) numa eleição presidencial foi obtida por Ramalho Eanesque em 1980 foi reeleito como Presidente da República, à primeira volta, 3.262.520 votos (56,44%). Esta foi também a eleição presidencial mais participada de sempre: votaram 84,39% dos eleitores inscritos.
Apenas em mais duas outras eleições presidenciais o candidato eleito ultrapassou os 3 milhões de votos: Jorge Sampaioem 1996, com 3.035.056 votos (53,91%), e novamente Mário Soares, mas à 2ª volta, nas míticas eleições presidenciais de 1996, em que o candidato do PS venceu Freitas do Amaral com 3.010.756 votos (51,18%).
Esta foi também a eleição com menor margem de sempre: 138 692 votos (2,36%) de diferença entre Mário Soares e Freitas do Amaral.
Esta foi a 11.ª vez que os portugueses foram chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976. O atual Presidente da República, eleito em 2016, é Marcelo Rebelo de Sousaque termina o seu mandato em março de 2026.
Desde 1976, foram eleitos António Ramalho Eanes (1976-1986), Mário Soares (1986-1996), Jorge Sampaio (1996-2006), Cavaco Silva (2006-2016) e Marcelo Rebelo de Sousa (2016-2026).
