
Fotografia oficial do Presidente da República António de Spínola
António de Spínola, o primeiro Presidente da República, no pós-25 de Abril
Tem havido uma tendência para que, após o 25 de Abril de 1974, o último apelido do Presidente da República comece pela letra S.
De 1986 a 1996, Mário Soares. De 1996 a 2006, Jorge Sampaio. De 2006 a 2016, Aníbal Cavaco Silva. De 2016 a 2026, Marcelo Rebelo de Sousa.
Os quatro últimos Chefes de Estado tinham algo curioso em comum: o último apelido começado em S.
O próximo terá em V (algo inédito em Portugal) ou… seguirá a tendência do S.
André Ventura ou António José Seguro. Um dos dois será o próximo Presidente da República de Portugal.
Numa publicação, nas redes sociais, o Partido Socialista apelou ao voto no “S”: “Depois de Soares e Sampaio, é a vez de Seguro”.
Além dos socialistas supramencionados e de Silva e Sousa, na Terceira República Portuguesa já houve outro Chefe de Estado cujo apelido começava por S, e foi logo o primeiro: António Spínola (1974).
Os restantes dois Presidentes de Portugal neste período pós 25 de Abril de 1974 – Francisco da Costa Gomes (1974-1976) e António Ramalho Eanes (1976-1986) -, apesar de não terem um apelido começado por “S”, tinham a letra nos respetivos nomes.
Numa resposta, esta quarta-feira, nas redes sociais, André Claro Amaral Ventura (que não tem qualquer “s” em nenhum dos seus quatro nomes) apelou ao “pessoal do PS” para que não esquecesse “que também houve o [José] Sócrates“.
Pessoal do PS…não se esqueçam que também houve o Sócrates 😉🙃 pic.twitter.com/E53XgiN4Um
—André Ventura (@AndreCVentura) 20 de janeiro de 2026
O candidato apoiado pelo Chega só não se lembrou que… o ex-primeiro-ministro nunca foi Presidente da República nem candidato a tal.
De salientar ainda que nunca nenhum André foi Chefe de Estado. Já “António”, Seguro pode ser o quarto, depois de António José de Almeida (1919–1923) e dos já referidos António de Spínola e António Ramalho Eanes.
