
Manuel de Almeida / LUSA
O candidato à Presidência da República, António José Seguro
André Ventura seria o vencedor – de longe – na primeira volta das presidenciais. Sondagem já foi feita em Janeiro.
O primeiro erro foi nosso: anunciámos que André Ventura tinha partilhado nas redes sociais uma sondagem sobre as presidenciais que não existia. Seriam números inventados.
Após contacto do gabinete de comunicação de campanha do Chega, e após confirmação da Aximage, verificámos que a sondagem foi mesmo realizada. A pedido do Chega, mais concretamente do Folha Nacional.
O segundo erro foi dessa sondagem, na qual André Ventura aparecia como vencedor claro na primeira volta, com 24,6% das intenções de voto.
Não foi aí que a sondagem da Aximage falhou. Até porque os resultados oficiais colocam o presidente do Chega com 23,52% dos votos. É uma percentagem quase igual.
As grandes diferenças verificam-se em (quase) todos os outros principais candidatos a presidente da República.
Primeiro, a ordem da sondagem:
1.º André Ventura
2.º Marques Mendes
3.º Gouveia e Melo
4.º António José Seguro
5.º Cotrim de Figueiredo
Nada disso se confirmou no dia que conta, o dia das eleições:
1.º António José Seguro
2.º André Ventura
3.º Cotrim de Figueiredo
4.º Gouveia e Melo
5.º Marques Mendes
Nenhum no “degrau” certo.
Mas há outra divergência ainda maior: os números, as percentagens.
Exceptuando o caso de Ventura, só Cotrim ficou sensivelmente perto da realidade: 14,4% na sondagem, 16% nas eleições.
Mas os outros: Marcas Mendes teria 18,3% e afinal ficou-se pelos 11,30%, Gouveia e Melo baixou dos supostos 17,3% da sondagem para os reais 12,32%.
A maior discrepância verifica-se mesmo no vencedor da primeira volta: António José Seguro convenceu 31,11% dos eleitores. Nenhuma sondagem previa este valor, diga-se; mas esta específica, da Aximage a pedido do Chega, colocava Seguro com 16,8% das intenções de voto. É praticamente metade da realidade.
Refira-se que esta sondagem já foi feita em Janeiro. Entre os dias 1 e 6. Entrevistas a 800 pessoas, com margem de erro de 3,5%.
A Aximage assegura que foi uma sondagem igual às outras: “A sondagem que refere foi realizada pela Aximage em cumprimento de todas as regras metodológicas, deontológicas e legais”, lê-se em esclarecimento enviado ao ZAP.
