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Stellantis deixa investidores em choque: prejuízo milionário



(Dr.) Stellantis

Prejuízo de 22 mil milhões de euros no segundo semestre de 2025. As contas sobre o sector eléctrico foram mal feitas.

A justificação oficial começa assim: a A reformulação da Stellar o seu negócio para atender às preferências dos clientes e impulsionar o crescimento rentável.

Mas, logo a seguir, começam os números: esta reestruturação do negócio originou um prejuízo de cerca de 22,2 mil milhões de euros no segundo semestre de 2025.

Haverá um novo plano estratégico em Maio deste ano. A empresa realizou uma avaliação completa da sua estratégia e dos custos relacionados necessários para alinhar a empresa com as preferências reais dos seus clientes.

Nos últimos 5 anos, continua o comunicadoa Stellantis tornou-se líder em veículos eléctricos – e vai continuar “na vanguarda do seu desenvolvimento”.

Mas o ritmo desta viagem “precisa de ser ditado pela exigência, e não pela imposição”.

Traduzindo: o gigante do sector automóvel – proprietário de marcas como Fiat, Peugeot, Opel e Jeep – está a reduzir significativamente as suas ambições em relação aos veículos eléctricos.

Essa é a mudança de rumo. Uma alteração provocada pelos elevados custos e pelas fracas vendas de veículos eléctricos.

Dos EUA (mercado central) chegaram mais novidades: fim dos subsídios para eléctricos e alterações nas regras de emissões promovidas pelo presidente Donald Trump. A Stellantis está a descontinuar modelos.

A administração do grupo não pretende distribuir dividendos aos accionistas este ano: ainda há pagamentos, em dinheiro, por fazer até 2030. Ao todo, serão cerca de 6,5 mil milhões de euros.

A Stellantis ainda pensa angariar até 5 mil milhões de euros em novo capital através da emissão de novas obrigações.

Mesmo assim, esta mudança de rumo deixou os investidores em choqueretomar o Handelsblatt.

Nesta sexta-feira, as acções da Stellantis, negociadas na Bolsa de Paris, chegaram a cair quase 30%. Foi a maior queda num só dia na história do grupo automóvel.

UM CNN acrescenta que os fabricantes automóveis estão agora a pagar o preço por terem avaliado mal a transição para uma condução mais ecológica.

Aliás, no comunicado do grupo, o director Antonio Filosa admitiu que estes números negativos são consequência de erros estratégicos e operacionais.

Foi superestimado o ritmo da transição energéticao que afastou a marca das necessidades e dos desejos reais de muitos compradores.

Mas o italiano não se esquece do português Carlos Tavares, seu antecessor. Antonio Filosa indica que o desastre da Stellantis também foi consequência de má gestão da administração anterior. Carlos Tavares deixou a liderança do grupo em Outubro de 2024, há quase um ano e meio.

Nuno Teixeira da Silva, ZAP //



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