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A ex-primeira-ministra da Ucrânia, Yulia Tymoshenko
A antiga primeira-ministra terá dado ordens a deputados sobre votações, num esquema prolongado. “Absurdo”, diz a deputada.
Yulia Tymoshenko foi primeira-ministra da Ucrânia em 2005 e, mais tarde, entre 2007 e 2010. Foi a primeira mulher a liderar o Governo de Kiev.
Agora está a ser acusada de subornos. No meio de uma (nova) investigação anti-corrupção na Ucrânia, é acusada de ter oferecido subornos a membros do parlamento ucraniano.
Nesta terça-feira houve rusgas por parte dos organismos anti-corrupção nacionais: Gabinete Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) e Gabinete do Procurador Especializado Anticorrupção (SAPO).
Segundo estes dois gabinetes, houve “benefícios ilegais por parte de deputados ucranianos para aprovarem decisões sobre projetos de lei no parlamento em dezembro de 2025”.
A suspeita, Yulia Tymoshenko, “iniciou negociações individuais com deputados sobre a introdução de um mecanismo sistemático para fornecer benefícios ilegais em troca de um comportamento leal durante a votação”.
Não seriam acordos pontuais. Era mesmo um “mecanismo de cooperação regular que previa pagamentos antecipados e que foi concebido para um longo período”, nomeação ou Euronews.
“Os deputados recebiam instruções sobre como votar e, nalguns casos, sobre a forma de se absterem ou não participarem na votação”, acrescenta o comunicado.
A NABU e o SAPO divulgaram gravações dos alegados acordos e imagens da busca de terça-feira à noite. Apesar dos rostos desfocados, uma das pessoas parece mesmo Tymoshenko.
Um exemplo do esquema: Tymoshenko deu instruções a um deputado para votar a favor do despedimento de Vasyl Malyuk, diretor do serviço de segurança da Ucrânia, do ministro da Defesa Denys Shmyhal e do ministro da Transformação Digital Mykhailo Fedorov.
A deputada já confirmou que houve uma rusga – sem mandado, alega. Mas assegura que não é culpada. As acusações são “absurdas” e é tudo uma “grande manobra de relações públicas”. Os investigadores nada encontraram, garante.
“Parece que as eleições estão muito mais próximas do que parecia. E alguém decidiu começar a eliminar os concorrentes políticos”continuou a antiga primeira-ministra.
