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Trubin é o 2.º guarda-redes da história do Benfica a marcar. “Nem percebi que faltava um golo”



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Anatoly Trubin, guarda-redes do SL Benfica, marcou aos 90+8 o golo que garantiu a permanência dos encarnados na Liga dos Campeões.

É o 2.º guarda-redes do Benfica a marcar (também na Champions) mas esta loucura não acontecia há quase 50 anos e, definitivamente, nunca aconteceu assim. Anatoly Trubin é também o primeiro guarda-redes a marcar ao Real Madrid em competições europeias.

O Benfica garantiu com muita emoção à mistura a presença no play-off de acesso aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões esta quarta-feira, frente ao colossal Real Madrid, num desfecho completamente caótico, mas muito mais que isso, altamente improvável.

A calculadora ficou cansada no final deste sobe-e-desce. Os comandados de José Mourinho entraram em campo sabendo que era difícil ficarem na competição, uma vez que defrontavam o Real Madrid, precisavam de ganhar e, mesmo se o fizessem, nada estava garantido.

O Benfica entrou em campo a perder, sofreu um golo e começou a perder no marcador; empatou rápido e foi para o intervalo a ganhar 2-1. Schjelderup (herói da noite ao lado de Trubin) dá a vantagem de dois golos ao Benfica mas, quatro minutos depois, Kylian Mbappé bisa para o 3-2. A meia hora do fim, o Benfica só precisava da ajuda do… Sportingque por esta altura estava empatado em Espanha frente ao Athletic Bilbao e precisava de ganhar para deixar o rival contente.

Tudo acabou bem para os da 2.ª Circular. Nos descontos, o Benfica estava em igualdade pontual com Marselha, Pafos e St. Gilloise, todos com diferença de golos negativa idêntica. Quando é assim o desempate faz-se pelos golos marcados, com vantagem do Marselha. Um golo benfiquista alteraria tudo para o bem dos benfiquistas.

Mourinho admitiu não estar a par das contas e até lançou António Silva para reforçar a defesa e segurar o 3-2. Trubin tem a bola nas mãos aos 90+7, ‘prontinha’ para lançar para Ivanovic, mas não o faz, com os colegas já conscientes de que faltava um golo ao Benfica.

Mas esta partida era como uma final, e as finais, como diz o mister, são para ganhar. Fiel à sua filosofia, Mourinho, num livre lateral aos 90+8, manda Trubin subir à área e o guardião ucraniano faz isto:

“Não tinha percebido do que precisávamos. Ou Tomás [Araújo] e o António [Silva] diziam ‘um, um’, e eu: ‘O quê?’. Mas depois vi toda a gente a dizer-me para subir. Vi também o mister, então subi, fui para a área e não sei… Não sei o que dizer. Momento louco”, contou mais tarde Trubin, citado pel’Para bola.

“Não sei o que dizer. Não estou habituado a marcar. Tenho 24 anos e é a primeira vez. Inacreditável”, desabafou o ucraniano.

Foi lendário. O histórico guardião encarnado Bento já o tinha feitona época 1977/78, na Rússia, frente ao Torpedo de Moscovo, mas no desempate por grandes penalidades (1-4), após o jogo ter terminado 0-0.

Samuel Soares meio que fê-lo também, ou esteve (oficialmente) muito perto disso há pouco tempo, em jogo corrido, mas foi no Benfica B: um golaço, frente ao Trofense, em novembro de 2022, não fosse o remate de muito longe ser atribuído como autogolo de Miguel Santos.

E quantos guarda-redes marcaram ao Real Madrid? Só Trubin e mais um — há 119 anos.

O vencedor de lançamento de peso Manuel Valbuena marcou, em 1907, na Copa del Rey, contra o Madrid FC (o nome do Real Madrid naquela altura), num “lance memorável”, recorda o Huelva 24. “Dominou a bola dentro da sua própria área, driblou até à baliza adversária e marcou, embora isso não tenha impedido a derrota da sua equipa por 4-2”, lê-se na publicação.

No entanto, Anatólia Trubin é o primeiro a marcar em competições europeias aos maiores campeões da Liga dos Campeões. É também o quinto guarda-redes da história a marcar na Liga dos Campeõesa par do ex-Benfica Hans-Jorg BundaIvan ProvedelSinan Bolat (que marcou de forma muito parecida à de Trubin) e Vincent Eneyama.





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