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Trump convida Putin, Lula, Milei e mais de 50 nações para Conselho de Paz (que vai além de Gaza)



Gavriil Grigorov/Sputnik/Kremlin/EPA

Donald Trump e Vladimir Putin

Cerca de 60 países foram convidados para o Conselho do qual Trump deverá ser “presidente vitalício” e onde um lugar cativo custará mil milhões. No entanto, presidente norte-americano deixa aviso: “já não me sinto obrigado a pensar apenas na paz”.

Vladimir Putin foi convidado a integrar a iniciativa de Donald Trump que tem em vista a paz em Gaza, segundo o Kremlin.

A participação no Conselho da Paz estará agora a ser analisada pelas autoridades russas, que dizem esperar contactos com Washington sobre o assunto, segundo uma cópia da carta de convite e de um projeto de estatutos consultados pela Reuters.

De acordo com a carta, a proposta prevê que Trump seja “presidente vitalício” do Conselho. A iniciativa começaria por se concentrar no conflito em Gaza, antes de ser alargada a outros focos de tensão internacionaiscom o objetivo declarado de impulsionar esforços de resolução de conflitos a uma escala global.

A receção internacional ao plano foi marcada por prudência. Vários governos reagiram com cautela no domingo, admitindo receios de que o novo mecanismo possa colidir com o trabalho das Nações Unidas ou enfraquecer processos já existentes no quadro multilateral.

A Hungria, cujo primeiro-ministro é descrito como aliado próximo de Trump, foi uma das poucas capitais a assumir publicamente uma aceitação sem reservas. Diplomatas indicaram que os convites foram enviados a cerca de 60 países e começaram a chegar a capitais europeias no sábado.

Um dos convites seguiu para o presidente do Brasil, Lula da Silvaque também vai avaliar se aceita ou não integrar o novo conselho — uma decisão muito sensível com potenciais custos diplomáticos, aponta a CNN Brasil. (Israel declarou Lula ‘persona non grata’ após este ter comparado a ação israelita em Gaza ao Holocausto e classificado esta como genocídio).

Além de Lula, também o presidente da Argentina, Javier Mileyconfirmou ter sido convidado para integrar o conselho e afirmou que será “uma honra” participar da iniciativa.

O desenho institucional do Conselho da Paz inclui ainda uma componente financeira: a carta refere que os Estados-membros teriam mandatos limitados a três anos, exceto se contribuírem com mil milhões de dólares para financiar as atividades do organismo, condição que lhes garantiria um estatuto de membro permanente.

Entretanto, o Presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, aceitou o convite, segundo o porta-voz Ruslan Zheldibay, afirmando que o país pretende contribuir para uma paz estável no Médio Oriente e para o reforço da confiança entre Estados.

O Kremlin aproveitou para comentar também que era “difícil discordar” de especialistas que defendem que Trump “entraria para a história mundial” se assumisse o controlo da Gronelândiaembora o porta-voz Dmitry Peskov tenha evitado discutir se tal seria positivo ou negativo.

Trump insistiu este domingo que chegou a hora de eliminar a ameaça russa na ilha e afirmou, numa carta ao primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr, que depois de a Noruega não lhe ter atribuído o Prémio Nobel da Paz, “já não se sente obrigado a pensar apenas na paz”.

“Caro Jonas: Dado que o seu país decidiu não me atribuir o Prémio Nobel da Paz por ter impedido oito guerras, e mais, já não me sinto obrigado a pensar apenas na pazembora esta seja sempre predominante, mas agora posso pensar no que é bom e apropriado para os Estados Unidos”, afirmou numa mensagem divulgada pelo correspondente da PBS News, Nick Schifrin.



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