
Luís Forra / Lusa
Após uma campanha “que nem sempre foi hiper esclarecedora”, 11 milhões de portugueses são hoje chamados a “escolher o futuro”. O que dizem à boca das urnas os candidatos, que acreditam no “bom senso dos portugueses” na hora de “honrar o direito de voto que custou muito a conquistar”.
O candidato presidencial Humberto Correia foi o primeiro dos 11 candidatos a votar, pouco depois das 09h00. Ao depositar o boletim na urna, afirmou que o seu voto era histórico — para o candidato, para os seus antepassados e as futuras gerações.
“Este voto para mim é histórico. Para mim, para os meus anos passados e as minhas futuras gerações”, afirmou, justificando a afirmação com o facto de ser uma pessoa humilde, “do nada, da pobreza e conseguiu chegar até aqui”.
António José Seguroque votou pelas 10h00, nas Caldas da Rainha, diz que acredita no “bom senso dos portuguesesque vão-se mobilizar e vão votar, porque cada um vai querer decidir“.
João Cotrim de Figueiredoque votou numa escola em Lisboa, espera uma queda na abstenção e apela: “venham votar, não desperdicem”. O candidato da IL apontou o dia magnífico como uma das razões para sair de casa, ir votar e “escolher o futuro”.
“Espero que isso campanha, que nem sempre foi hiper esclarecedoramas foi sempre mobilizadora, possa resultar num número de votantes muito, muito maior. Venham votar, venham votar, não desperdicem, não deixem os outros escolher por vós”, apelou.
O candidato apoiado pelo PCP, António Filipe pediu que os portugueses “honrem direito de votar, direito de voto que custou muito a conquistar aos portugueses, o exercício do direito de voto em liberdade, em consciência, por convicção”. E depois, é “aguardar pelos resultados”.
Para Catarina Martins“a democracia é uma festa”. A candidata apoiada pelo BE diz que votar “é uma enorme responsabilidade, é em conjunto que definimos o nosso futuro coletivo. É um dia que deve ser de celebração dos direitos de toda a gente.
O candidato apoiado pelo Livre, Jorge Pinto, que votou em Amarante, diz ter o “sentido de dever cumprido” após uma campanha longa, mas construtiva, e realça que “a Democracia somos todos nós, e os portugueses são soberanos”.
Já Luís Marques Mendesque votou em Oeiras, espera que pessoas votem “em defesa do seu país“, numa altura complexa no contexto internacional. “O que desejo é uma grande participação nesta eleição”, referiu o candidato apoiado pelo PSD, que considera que “os portugueses têm de um modo geral bom senso“.
André Pestanaque votou em Coimbra, lamenta ter sido desconsiderado e “discriminado em relação aos restantes candidatos. São as regras do sistema, mas acho que as pessoas começam a ver que há quem diga algo de diferente“, sublinhou o dirigente do STOP.
À hora desta edição, o líder do Chega, AAndré Venturae Henrique Gouveia e Melo ainda não tinham votado.
Quem também ainda não votou foi Manuel João Vieiraque anunciou que o vai fazer pelas 15h00, e que quer ser o primeiro a falar ao país, assim que sejam divulgadas as primeiras estimativas de resultados, pelas 20h13.
Pelas 22h00, diz o candidato que prometeu vinho canalizado e um Ferrari para todos os portugueses, “é capaz de ir para casa, porque precisa de deitar-se cedotem um filho pequeno e na segunda-feira trabalha-se“.
