
Tiago Petinga / LUSA
O candidato à Presidência da República, André Ventura
E a reação à “sentença de morte” da NATO, segundo Cotrim. Seguro deixa aviso sobre o “mundo velho” que pode voltar.
O candidato presidencial apoiado pelo Chega, André Ventura, rejeitou neste domingo ter “presidentes de preferência” no mundo e disse que criticará Donald Trump se os Estados Unidos da América invadirem a Gronelândia.
“Já critiquei [Donald Trump] várias vezes, voltaria a criticar. Eu, ao contrário da esquerda, não tenho ditadores, nem tenho presidentes de preferência”, defendeu o também presidente do Chega, antes de uma ação de campanha no centro da cidade de Aveiro.
Interrogado sobre se está desiludido com Donald Trump – figura política que Ventura já elogiou várias vezes – o candidato respondeu que “a política não permite desilusões”.
“Eu fico desiludido é quando o país não tem saúde para dar às pessoas. É isso que me desilude. De resto, acho que seja Donald Trump, seja o presidente da China, seja o presidente da Venezuela, seja o presidente da Coreia do Norte, do Sul, eu não quero mais ditaduras no mundo. Quero liberdade”, respondeu.
João Cotrim de Figueiredo alertou, também neste domingo, que as ameaças dos EUA à Gronelândia (território autónomo da Dinamarca, membro da NATO) “são um enorme desafio à coesão da NATO e podem, inclusivamente, ser a sua sentença de morte”.
Ventura respondeu que o desinvestimento da União Europeia em Defesa também foi “uma sentença de morte”.
O presidente do Chega considerou que a União Europeia teve as prioridades invertidas e que isso foi feito entre “liberais, sociais-democratas e socialistas”, rejeitando “lições de moral”.
“Votaram juntos, permanentemente, contra aquilo que os patriotas queriam, que era uma Europa mais forte, nações mais fortes, capazes de lutar não só contra a imigração ilegal, mas também com ameaças de defesa externa”, criticou, numa referência ao grupo europeu ao qual pertence,
Já Cotrim – que tinha o embaixador da Dinamarca ao seu lado, em Lisboa – considera que é o único candidato presidencial a falar sobre a Gronelândia: “Esta preocupação que eu tenho com a Gronelândia, sabendo que vai ser um assunto que vai causar necessidade de decisões muito difíceis, não vejo mais ninguém preocupado com isso”.
Também neste domingo, Henrique Gouveia e Melo considerou em Vila Real que os Estados Unidos estão numa “deriva perigosa” após as ameaças de Donald Trump, que afirmou querer ficar com o território “a bem, ou a mal”.
António José Seguro avisou que os “inimigos da democracia” prometem um mundo novo, mas se vencerem as eleições trarão “um mundo velho” que não chegaria com um golpe militar, mas destruindo as instituições por dentro.
Em Aveiro, o também candidato presidencial deixou vários alertas sobre uma “democracia com menos qualidade e com uma espessura muito fina“, e para um “Estado a abrir fendas e uma sociedade a deslaçar“. “Que permite que os inimigos da democracia se aproveitem disso, de uma forma populista e radical, para prometerem um mundo novo no dia seguinte a eles serem eleitos”, disse.
