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Vídeo mostra confrontos entre Alex Pretti e agentes federais 11 dias antes da sua morte



Wikipédia

Retrato oficial de Alex Pretti em 2024 (como enfermeiro licenciado no Departamento de Assuntos de Veteranos dos EUA)

As imagens mostram Pretti a insultar os agentes, que o imobilizaram no chão. Os dois polícias envolvidos na morte foram suspensos enquanto decorrem as investigações ao caso.

A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) informou que dois agentes envolvidos no assassinato de um cidadão norte-americano em Minneapolis foram afastados das suas funções.

Ó assassinato de Alex Prettium enfermeiro de cuidados intensivos de 37 anos, no sábado, provocou novos protestos no estado do Minnesota, indignação pública em todo o território dos EUA e pedidos de deputados de ambos os partidos para a destituição do secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS).

De acordo com um relatório preliminar do DHS enviado ao Congresso, dois agentes dispararam as suas armas contra Pretti durante uma luta corporal. Os relatos oficiais iniciais alegavam que Pretti tinha sacado da sua arma.

Não é claro quando é que os agentes foram afastados, nem por quanto tempo permanecerão fora do trabalho.

A CBP informou a BBC na terça-feira que afastou os agentes das suas funções seguindo o protocolo padrão. Normalmente, os agentes federais envolvidos em tiroteios mantêm-se afastados enquanto o incidente é investigado.

No domingo, o comandante da CBP, Gregory Bovino, tinha declarado à imprensa que os agentes continuavam a trabalhar, mas noutra cidade.

Novas imagens divulgadas pelo News Movement e partilhadas com a BBC News mostram um confronto entre Pretti e agentes federais 11 dias antes da sua morte.

parece gritar insultos contra os agentesa fazer gestos para cuspir e a pontapear a luz traseira de um carro. Os agentes federais saem do veículo e imobilizam-no no chão. Uma arma é visível na sua cintura.

Em resposta ao vídeo recentemente divulgado, Steve Schleicher, advogado da família Pretti, disse à CBS News: “Uma semana antes de Alex ser morto a tiro na rua, apesar de não representar qualquer ameaça para ninguémfoi violentamente agredido por um grupo de agentes do ICE. Nada do que aconteceu uma semana antes poderia justificar a morte de Alex às mãos do ICE, a 24 de janeiro.”

O agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) que baleou outra cidadã norte-americana, Renee Good, de 37 anos, em Minneapolis, no dia 7 de janeiro, foi também afastado administrativamente, enquanto se aguarda uma investigação.

Embora o presidente Donald Trump tenha dito nos últimos dias que pretendia “desescalar” a situação em Minneapolis, onde o Departamento de Segurança Interna (DHS) realiza a Operação Metro Surge desde 1 de dezembro, pareceu intensificar a troca de farpas com o presidente da câmara da cidade na quarta-feira.

Na terça-feira, o presidente da Câmara de Minneapolis, Jacob Frey, escreveu no X que a sua cidade não iria alterar as suas políticas de cidade-santuárioque limitam a cooperação com a fiscalização federal da imigração, e que tinha dito ao czar da fronteira de Trump, Tom Homan, que “Minneapolis não aplica e não aplicará as leis federais de imigração”.

Em resposta, Trump escreveu na sua plataforma Truth Social: “Será que alguém no seu círculo mais próximo poderia explicar que esta declaração é uma violação gravíssima da lei e que está a BRINCAR COM O FOGO?!

Outra líder de Minneapolis que, tal como Frey, exigiu que os agentes de imigração abandonassem a cidade — a congressista Ilhan Omar — culpou Trump na quarta-feira pelo aumento das ameaças contra ela, depois de ter sido atacada durante um evento público na noite de terça-feira.

O homem acusado de a abordar e atirar-lhe uma substância desconhecida foi acusado de agressão de terceiro grau, segundo a polícia. De acordo com a Alpha News, a seringa alegadamente utilizada no ataque pelo suspeito, Anthony Kazmierczak, estava cheia de vinagre de maçã. A BBC está a tentar confirmar a informação.

Omar, a primeira congressista somali-americana, afirmou em conferência de imprensa que “cada vez que o presidente dos Estados Unidos opta por usar uma retórica odiosa para falar sobre mim e sobre a comunidade que represento, as ameaças de morte que recebo disparam”.



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