
São animais que sentem o frio muito menos do que nós, adaptam-se. Mas… há momentos em que é melhor voltar lá para dentro.
Os patos sentem frio, sim. Sentem muito menos do que os humanos, em muitas situações, mas também sentem.
E porque sentem menos? Porque têm adaptações bem eficazes ao frio.
Como penas impermeáveis são “fofas” por baixo: por fora têm penas que repelem água, por baixo têm penugem que prende ar e funciona como isolamento térmico.
A sua gordura subcutânea ajuda a conservar calor, sobretudo em espécies mais habituadas a climas frios.
E têm uma espécie de sistema “anti-perda” nas patas: as pernas e pés têm pouco músculo e pouca sensibilidade térmica, comparando com outras zonas, e há um mecanismo de troca de calor entre artérias e veias; menor perda de calor para a água ou gelo.
Como reforça o patos.caos patos conseguem regular a temperatura dos pés através da troca de calor em contra-corrente. Traduzindo: quando os pés de um pato entram em contacto com uma superfície fria, o seu corpo utiliza a troca de calor em contra-corrente para baixar a temperatura do sangue que vai para os pés. Este processo ocorre nas pernas, onde o sangue arterial é arrefecido pelo sangue venoso, que por sua vez aquece alguns graus.
E resulta mesmo: nos patos-reais, apenas 5% do calor corporal total escapa pelos pés.
Quando está mesmo frio, é comum ver: patos a encolher-se e a eriçar as penas, a meter o bico e a cabeça nas penas enquanto ficam mais “redondos”, a ter uma perna recolhida para ter menos contacto com o chão frio, a fugir do vento, a gastar menos energia, ou simplesmente a mudarem de sítio.
E por falar em mudar de sítio, da Bielorrússia chega este vídeo:
Não!
Nós sentimos vocês, patinhos 😢 pic.twitter.com/q0o8Mvxv7f
-NEXTA (@nexta_tv) 25 de janeiro de 2026
Previsão para Minsk, capital da Bielorrússia, para a próxima segunda-feira: 21 graus… abaixo de zero.
