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Portugal vence Roménia e soma primeiro triunfo no arranque de um Europeu de voleibol – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Ago 30, 2023

Portugal não tem propriamente um grande histórico em Campeonatos da Europa de voleibol. É certo que acabou no quarto lugar na edição inaugural de 1948 com apenas seis equipas em fase de grupos todos contra todos e que terminou na sétima posição três anos depois, não chegando à ronda final de conjuntos que iam lutar pelo título. No entanto, essas competições por convite nunca foram um espelho da realidade nacional numa prova onde a Seleção acabou por tornar-se uma das principais beneficiadas do alargamento a 24 que houve a partir de 2019. Foi também isso que “empurrou” Portugal para a terceira fase final consecutiva.

Portugal com França, Turquia, Grécia, Roménia e Israel no Europeu2023 de voleibol

Ainda assim, as aparências podem enganar. Não tendo hoje o conjunto que se destacou no Mundial de 2002 com um oitavo lugar e na Liga Mundial de 2005 com uma quinta posição (e onde estava João José, central que é agora o selecionador), Portugal teve uma prestação interessante no último Europeu em 2021, com duas vitórias diante de Bélgica e Grécia na fase de grupos que valeram o inédito apuramento para os oitavos antes de um encontro ao mais alto nível frente aos Países Baixos perdido apenas na “negra” por 15-13 com um jogo monstruoso do gigante Nimir Abdel-Aziz, que sozinho fez 38 pontos. Era a este ponto que a Seleção tentava voltar, com a mesma base da última edição (Alexandre Ferreira, Miguel Tavares Rodrigues, Tiago Violas, Filip Cveticanin, Lourenço Martins, Ivo Casas ou Miguel Sinfrónio) e algum sangue novo na equipa.

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“Temos a obrigação de passar a primeira fase. Somos favoritos em relação às seleções da Roménia, Grécia e Israel, mas temos que jogar bem e demonstrar que o somos. Pode ser um grupo perigoso se Portugal não conseguir demonstrar todo o seu potencial de jogo mas temos que passar com a melhor classificação possível no grupo. Se for possível fugir ao quarto lugar e terminar, pelo menos, em segundo, para, nos oitavos de final, escapar a alguns dos adversários potencialmente mais difíceis”, frisara João José, entre elogios ao primeiro adversário nesta fase de grupos realizada em Telavive, a Roménia, “uma seleção em ascensão que chegou à Golden League”. “Mas sinto que temos a obrigação de passar esta fase”, reforçara o técnico.

Nos últimos encontros entre ambos, a contar para a Golden League, Portugal tinha ganho em casa (3-0) e fora à Roménia (3-2), havendo ainda assim esse “sinal de alerta” pelo que se passou no Europeu de 2019, quando a Seleção foi surpreendida por 3-1 na fase de grupos. Agora, a Seleção não deu hipóteses e fechou o encontro inaugural com a vantagem máxima, confirmando as expetativas que trazia para Telavive. E com uma particularidade: em sete presenças, esta foi a primeira vez que Portugal ganhou a primeira partida.

Portugal teve uma entrada quase perfeita na partida, ganhando uma vantagem inicial fruto de um serviço agressivo que colocava grande pressão na receção dos romenos e um bloco que condicionava também os ataques contrários. De forma natural, a Seleção chegou aos três pontos de vantagem (7-4) e chegou depois a um parcial de 3-0 que colocou o resultado em 13-7 e 16-9, sentenciando o set inicial apesar de alguns erros nos pontos finais em 25-19 após ter estado com uma vantagem máxima de nove pontos (21-12). Notava-se que o conjunto de João José estava a jogar de forma confiante e alegre, o que permitiu novo arranque por cima no segundo parcial com cinco pontos de vantagem logo a abrir (10-5) até ao triunfo por 25-18.

Apesar do avanço e da boa exibição, João José aproveitava as entrevistas rápidas entre parciais para deixar um aviso à equipa. “No final do primeiro set relaxámos um bocado. Conseguimos ganhar na mesma mas não pode acontecer porque pode trazer problemas”, salientava. Portugal não baixou o nível, a Roménia melhorou face ao que fizera até aí e houve um maior equilíbrio no terceiro parcial, que começou sem que nenhuma das equipas conseguisse uma vantagem superior a um/dois pontos. Essa tendência acabaria por manter-se até ao final, altura em que dois erros romenos colocaram a Seleção para frente para a vitória por 25-23.





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