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Raimundo pede mais “luta” à grande maioria que “nem sente o cheiro” da economia a melhorar – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Set 3, 2023

Artigo em atualização

Na sua estreia enquanto líder do PCP, a partir do palco da Quinta da Atalaia, Paulo Raimundo confirmou qual será a prioridade dos comunistas no ano político que agora começa: incentivar a “luta” — os movimentos de contestação social que Raimundo, dadas as funções que já desempenhou dentro do partido, conhece por dentro — contra a “chocante contradição” entre a “vida dura” dos trabalhadores e a “riqueza” dos grandes grupos económicos.

“A verdade é que, enquanto uns poucos se apropriam da riqueza, a grande maioria nem lhe sente o cheiro”, atirou Raimundo, no comício de encerramento de um Avante em que, ao contrário do costume, a chuva atrapalhava a tarefa dos militantes que agitavam bandeiras diante do palco. Com ou sem chuva, o que importa é que trabalhadores e juventude estejam “juntos”, pediu Raimundo, referindo já as próximas grandes “ações de luta” pelo SNS, Habitação e contra o aumento do custo de vida, marcadas para setembro e outubro.

“A única inevitabilidade é a luta”, sentenciou o sucessor de Jerónimo de Sousa, acrescentando de improviso: “E a sua intensificação”. E quando os trabalhadores — a “grande maioria” que sofre com as desigualdades — perceberem a força que têm, “então é que isto vai mesmo, mesmo mudar”, profetizou.

Consciente de que por agora os ventos estão longe de soprar a favor do PCP, parte da mensagem foi dirigida às tropas comunistas, pedindo-lhes que não desanimem: “Aqui está o Partido confiável e que não anda ao sabor do vento, que não cede ao medo, à chantagem, à ameaça, à mentira, e que em nenhum momento abandona os trabalhadores e o povo”, lançou Raimundo, para gáudio da audiência. E acrescentou: o PCP conhece bem “o poder do inimigo” e até acredita que é vítima de “silenciamentos mais ou menos organizados”, mas lutará contra todas as “sentenças” — de morte, ou desaparecimento, presume-se — que lhe “decretem”.

“Faça chuva ou faça sol” o PCP cá estará, gracejava de improviso Raimundo, já na parte final do discurso. “Boda molhada é boda abençoada”, ouvia-se nos bastidores do palco, enquanto se protegiam com capas de plástico os aparelhos mais sensíveis à chuva. Neste caso, o PCP desejará que seja uma estreia abençoada para um caminho difícil, que levará o partido já a duas eleições nos próximos meses (na Madeira e na Europa).

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