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Mais de 30 chefs no Estoril, moda no cinema e uma cervejaria 2.0. 13 coisas para fazer no fim de semana – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Set 8, 2023


Praça da Batalha 47, 4000-101 Porto. Tel.: 22 507 3308. Até 1 de novembro

Para apreciar moda e cinema de uma só vez: O novo ciclo do Batalha Centro de Cinema, no Porto, reflete sobre a clara, embora nem sempre falada, ligação entre duas formas de expressão artística, o cinema e a moda — a forma como o cinema é “indissociável das narrativas que a roupa e os figurinos transportam”, explica o site. Com a curadoria de Guilherme Blanc, diretor artístico deste cinema, de Hanayrá Negreiros, investigadora e curadora de moda brasileira, e João Sousa Cardoso, artista e professor doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Paris Descartes, o programa de “Sobre-vestir: Histórias de Cinema e Moda”  foge das referências óbvias que fazem a ponte moda-cinema (como biografias de designers, por exemplo), através da “valorização de filmes muito pouco vistos e do sul global”, tinham já tinha explicado o Observador, em conversa com os curadores. Conheça a programação completa. Bilhetes disponíveis online, a 5€.

“Touki Bouki”, de Djibril Diop Mambéty, é um dos filmes incluídos na programação deste ciclo de cinema, que dura até 1 de novembro

Fiartil – Feira de Artesanato do Estoril. De 7 a 9 de setembro, das 12h à 00h. Bilhetes a partir e 75€ (20€ para as crianças)

Para provar três dezenas de chefs de Portugal e Espanha: mais um ano, mais uma volta e eis que chegou depois do pop-up em Aveiro, o festival gastronómico anual volta entre 8 e 10 de setembro à Fiartil – Feira de Artesanato do Estoril. Alexandre Silva, Vitor Adão, João Rodrigues, David Jesus, André Magalhães, Tiago Feio, Marlene Vieira, Vasco Coelho Santos ou António Galapito são só alguns dos nomes que, em torno do fogo e com os mais elementares recursos (os que são possibilitados pelo ambiente exterior), assumem a proposta gastronómica do Chefs on Fire (pode consultar aqui aqui a lista completa, que reúne mais de 30 conceituados cozinheiros portugueses). A 5.ª edição estreia também o primeiro passo para a internacionalização do festival: este ano, poderá passar pelo palco Espanha, que vai receber conceituados nomes da gastronomia do país vizinho (de Begoña Rodrigo a Rafa Zafra), para onde o evento poderá viajar no próximo ano. Com a possibilidade de provar mais de uma dezena de propostas (entre as vieiras na brasa de Tiago Penão, à sandes de vitela de Mirandela de André Magalhães ou à torrada de figo assado, nata azeda, óleo de folha de figueira e praliné de pão de Natalie Castro) conte com banda sonora bem portuguesa, já que a programação conta também com 11 concertos, desde Pedro Mafama, a Moullinex e o Gru Panic, Mirror People ou Benjamim e Samuel Úria. Existem duas modalidades de bilhete: o de três dias, que inclui 15 doses de comida e dez bebidas; ou o diário, com cinco doses de comida e duas bebidas — para crianças, há doses ilimitadas na zona kids. Bilhetes a partir de 75€ (20€ para os miúdos), disponíveis online.

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A nova edição terá um palco exclusivamente dedicado a Espanha onde vai receber reconhecidos chefs do país do vizinho

Calçada do Duque de Lafões 1, Lisboa. Domingo, 10 de setembro, das 17h à 00h. Entrada a 20€

Para um domingo sem a melancolia de segunda: o volume dois do evento Artperitivo está de regresso ao Palácio do Grilo e junta-se às Galas Cricri para lhe mostrar o trabalho do fotógrafo australiano Christian Starkey, do pintor e escultor Thiago Gadelha e do pintor americano John Berry. Depois da vernissage, que arranca às 17 horas, o evento segue com DJ set de Holger Hecler, e Adam Purnell, até à meia-noite.

O Artperitivo entra nas Galas Cricri unindo a arte, a música e uma tarde leve de domingo

Rua da Escola Politécnica 27 Lisboa. Tel.: 21 269 8509. Segunda a quinta, das 12h às 16h e das 19h à 00h; sexta, sábado e vésperas de feriado, das 12h à 01h; domingos e feriados: das 12h à 00h

Para um almoço com o melhor de Portugal: o sofisticado restaurante de cozinha tradicional portuguesa, que se mantém fiel e não reinventa os best-sellers do receituário nacional — depurando-os, apenas, com os melhores produtos e com a técnica de quem melhor sabe (neste caso do chef Luís Gaspar) — entra na nova temporada com pratos novos, dando, assim, espaço a outras estrelas nacionais bem conhecidas, abrindo espaço às referências das várias zonas do país. Exemplos: gaspacho com jaquinzinhos fritos como nova opção de sopa; saladinha várias, desde orelha de porco a tomate coração de boi; lagartos de porco preto grelhados com arroz de espargos, tomate queijo São Jorge DOP; e, entrando no campo das sobremesas; os famosos leite creme ou pastéis de Tentúgal com laranja. A ementa dos pratos do dia também mudou: à terça-feira conte com choco frito; à quinta-feira com raia alhada com batata cozida; e ao sábado com bacalhau à minhota.

O choco frito é agora a estrela de terça-feira no menu de pratos do dia do Pica Pau

Galerias Páteo Garrett, Rua Garret 19, Lisboa. Tel.: 213 470 229. Todos os dias, das 12h à 00h

Para desfrutar do Chiado como um turista e com sabores nacionais: Em plena rua Garrett, o restaurante do Chiado renasce de cara lavada, com novos interiores (que contam com uma colaboração com a artista plástica emergente Stefanie Pullin) e zona exterior (destaque para a pérgola e plantas naturais), assim como menu e carta de bebidas totalmente renovados. Salada de polvo, gambas al ajillo, pasteis de bacalhau e peixinhos da horta estão entre os petiscos do renovado Aprazível, escondido nas galerias do Páteo Garrett. Também nos principais se mantêm os clássicos portugueses: arroz de polvo, filetes de pescada com arroz de tomate, arroz de pato ou açorda de espargos verdes. Para terminar com um doce, farófias com leite creme. Se a intenção for beber apenas um copo, saiba que será bem-vindo, não fosse a lista de cocktails.

Totalmente renovado, o restaurante escondido no coração de Chiado já está de portas abertas.

Av. da Liberdade 182 184, Lisboa. Até 10 de setembro, disponível entre as 12h00 e as 24h00

Para saborear o Alentejo na Avenida da Liberdade: Mais uma semana, mais um convidado especial, que traz nova temática ao JNcQUOI Avenida. Desta vez, será a gastronomia do alto Alentejo a brilhar, pela mão do emblemático restaurante do centro histórico de Évora, O Fialho, fundado por Manuel Fialho, em 1945, agora aos comandos de Helena e Rui Fialho, terceira geração da família. Traz os melhores sabores do alto alentejano a Lisboa, marcando presença até 10 de setembro no restaurante da Avenida da Liberdade. Dúvidas haja, no couvert conte com torresmos de rissol; com salada de cogumelos com hortelã e alho; com espargos bravos com ovos e presunto; ecabeche de perdiz; e ainda tomatada sobre torricado e ovos de codorniz. Nos principais, cação em massa pimentão e migas gatas de bacalhau; bochechas em vinho tinto com migas de batata e tomate seco; e empada de perdiz com salada verde. No final, o doce conventual alentejano, tecolameco, e ainda o Torrão Real de Évora.

O embaixador da comida do alto Alentejo ruma a Lisboa para apresentar as suas iguarias no Jncquoi Avenida.

Jardim da Estrela, Praça da Estrela 12, Lisboa. De 8 a 10 de setembro, às 21h

Para ver filmes ao ar livre: É no Jardim da Estrela que o fenómeno “Barbie” se estreia ao ar livre, a propósito de mais uma edição do “Cine Lapa”, evento de cinema ao ar livre de três dias. De 8 a 10 de setembro, não perca “Missão: Impossível – Ajuste de Contas Parte 1”,  a animação da Pixar “Elemental”, e, por fim, o filme que conta a história da boneca mais famosa do mundo. A iniciativa, organizada pela Junta de Freguesia da Estrela, tem arranca às 21 horas.

O filme de Greta Gerwing será exibido fora de portas, no Jardim da Estrela.

Rua do Vale Formoso 9, Lisboa. Domingo, 10 de setembro, a partir das 13 horas

Para almoçar de guardapano ao peito: quem o aconselha é a Musa de Marvila, que, para este domingo, organiza mais uma edição de Cervajaria 2.0. Com o chef Pedro Abril no controlo das operação da cozinha, o conceito é simples, mas o compromisso é sério: levar à sua mesa uma refeição com o “melhor que o mar tem para nos dar”. Para comer com as mãos e sem pudor, sempre com uma cerveja por perto. No domingo, a partir das 13 horas.

Parque de Monserrate, 2710-405 Sintra. De 8 a 17 de setembro (de sexta-feira a domingo). Bilhetes: 15 euros por concerto; 40,50 euros por fim de semana (com entrada diurna no parque incluída); 76,50 euros para o ciclo completo (com entrada diurna incluída)

Para uma rentrée a bater o pé: a segunda edição do Jazz em Monserrate arranca já este fim de semana (8, 9 e 10) e regressa para uma segunda dose no fim de semana seguinte (15, 16 e 17). O programa abre com Zé Eduardo Unit — A Jazzar no Cinema Português no Palco Lago, onde a banda liderada pelo contrabaixista português transporta para o universo do jazz temas tão conhecidos na nossa praça como “Se Eu Fosse Um Dia o Teu Olhar”, de Pedro Abrunhosa, “Os Índios da Meia-Praia”, de Zeca Afonso, e “Balada de Rita”, de Sérgio Godinho. São, ao todo, 44 artistas no cartaz, dedicados ao jazz, cinema (com a exibição de dois filmes musicados) e spokenword, 13 eventos espalhados por três palcos em diferentes pontos do Parque de Monserrate. O cartaz completo pode ser consultado no site oficial, onde também há bilhetes à venda — custam 15 euros por concerto, mas também há passes para fins de semana ou para o ciclo completo, com entradas diurnas gratuitas no parque durante os dias do festival. Quem preferir, pode também pode comprá-los nas bilheteiras físicas da Parques de Sintra.

Durante os dias do festival, a Parques de Sintra vai ter um serviço especial de transporte noturno gratuito

Calçada da Ajuda, 1300-012 Lisboa. Tel.: 211 163 425. Abre todos os dias, das 10h às 19h. Bilhetes à venda a partir de 7 euros. Crianças até aos 6 anos têm entrada livre.

Para ver de outra forma: o Museu Tesouro Real tornou-se esta quarta-feira mais inclusivo para os visitantes com deficiências visuais. A partir de agora, há seis réplicas de algumas das peças mais emblemáticas em exposição permanente que podem ser tocadas por aqueles que passarem por lá, uma iniciativa que promove a inclusão através do toque, permitindo que o património histórico seja explorado com as mãos. A Pepita de Ouro Nativo – “Torrão”, a Coroa Real, a Concha Batismal, a Bandeja que pertenceu à coleção particular de D. Luís I, a Medalha Comemorativa do 20.º Ano do Pontificado do Papa Clemente XI e o Prato Coberto “Dos Lados” ou “De Relevé”, onde eram servidas as sopas e entradas no século XVIII, são as peças que ganharam agora sósias interativas. O museu esteve encerrado no dia 6 para que as réplicas fossem colocadas na exposição permanente — seguindo as medidas de segurança necessárias — e reabriu no dia seguinte.

A Coroa Real dos reis de Portugal data de 1817 e foi concebida em ouro, seda, algodão e prata

Parque do Vale do Silêncio, Rua Cidade de Negage 193, Lisboa. Sábado, 9 de setembro. Entrada livre.

Para encher o silêncio de música: as Festas na Rua vão preencher o anfiteatro natural do Parque do Silêncio, nos Olivais, com um concerto interpretado pela Orquestra Gulbenkian. Este sábado, a partir das 21h30, 85 músicos reúnem-se em palco para interpretar 11 temas compostos por John Williams, um dos compositores mais icónicos do cinema norte-americano, vencedor de vários Óscares, Grammys, Emmys e Globos de Ouro. Williams compôs para quase 30 dos filmes de Steven Spielberg. Nos Olivais, vão ser tocados temas como a “Marcha Imperial”, da saga “Star Wars”, e temas de “E.T — O Extraterrestre”, “Jurassic Park”, “Harry Potter” e “A Lista de Schindler”. A entrada é gratuita e o programa completo das Festas na Rua pode ser consultado no site da Egeac.

As Festas na Rua vão ter também atividades ligadas ao cinema, vídeo e novo circo. Terminam no Dia Mundial da Música, que se assinala a 1 de outubro

MAAT Garden, Avenida Brasília, Lisboa. De 6 a 8 de setembro das 12h00 às 20h00. Entrada livre.

Para folhear ao ar livre:  No jardim do MAAT está montado um quiosque que não passa despercebido, no característico tom de laranja Hermès e inspirado nos quiosques parisienses. A estrela deste convívio montado à beira rio é a mais recente edição da revista da marca, Le Monde d’Hermès, sob o tema “Astonishing Hermès”, e os visitantes podem levar consigo um exemplar. Mas além de ler a revista ao ar livre em boa companhia também é possível receber uma ilustração criada por um artista local, personalizar um marcador de livros e participar em jogos de mesa, além de comer um gelado picolé e assistir a uma performance ao final da tarde. Esta revista foi criada em 1973 e é publicada em 10 idiomas. Le Monde d’Hermès é como uma porta de entrada para o universo da marca de luxo francesa através de textos e imagens. Um chefe de redação e um diretor artístico são convidados a criar duas edições por ano em conjunto com as equipas da marca.

O quiosque itinerante da revista Le Monde d’Hermès no jardim do MAAT, em Belém

Avenida da Liberdade, 192A, Lisboa. Todos os dias das 10h00 às 20h00, exceto domingos em que o horário é das 11h00 às 19h00, até 13 de setembro. Entrada gratuita.

Para viajar no tempo: A loja da Vacheron Constantin em Lisboa recebe uma exposição de relógios que vieram especialmente dos arquivos da marca, na Suiça. O mote da seleção foi o tema “Less is more”, uma das ideias chave que sempre acompanhou a marca ao longo de quase 270 anos. No piso subterrâneo da loja, no vip lounge, estão instaladas cinco vitrinas com uma série de peças da primeira metade do século XX, mais precisamente relógios de pulso e de bolso das décadas de 1930, 40 e 50 e ainda um exemplar de 1986.

Relógio de bolso bicolor em ouro amarelo e ouro rosa, de 1931, Vacheron Constantin

“Nunca mais é sábado” é uma rubrica que reúne as melhores sugestões para aproveitar o fim de semana.





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