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O vício da política do “grátis” – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Set 11, 2023

Quando o PS precisa que o próprio PS avise que o PS não é o “dono disto tudo” percebemos o ponto a que chegámos? Só o facto de o primeiro-ministro ter escolhido a Academia Socialista para anunciar medidas do Governo revela bem como tudo se confunde, o PS sente-se dono do Estado e pode usar o dinheiro público para fazer campanha junto dos seus militantes. Nada de excecional já que aquilo a que temos assistido não se pode designar de políticas públicas mas sim “prendas” como aliás foram conhecidas as medidas anunciadas por António Costa.

À pergunta já batida “será que o Costa vai-nos dar mais dinheiro” podemos agora juntar “será que o Costa nos vai dar mais uma prenda?” Mais uma vez as virtudes do que é anunciado encontram-se mais no universo da política do que no domínio das políticas públicas, embora algumas, neste caso, tenham um racional económico. Aquilo que vemos são tácticas eleitoralistas com medidas que em alguns casos se limitam a anúncios, são conjuntos quase vazios. Mas sem dúvida que cumprem a regra do 20/80: recursos e trabalho de governação em mínimo, eficácia eleitoral máxima.

Das cinco medidas que o primeiro-ministro anunciou, há duas que correspondem a trazer para a governação as prendas que os pais oferecem aos filhos quando chegam à maioridade ou por passarem de ano. Falamos do cheque-livro, que o secretário-geral do PS anunciou que o Governo vai oferecer no 18º aniversário dos jovens portugueses e da oferta de umas férias de uma semana numa pousada da juventude, além de 4 bilhetes de comboio, quando acabar o 12º ano. (Só é pena já não se conseguir ir a Paris ou a Madrid porque o Governo acabou com esses comboios e esperemos que existam lugares nas pousadas). É a versão governamental de “quando fizeres 18 anos ofereço-te a carta” ou “pago-te uma viagem a Paris”.

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