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Ponto de situação. O que aconteceu durante o 575.º dia de guerra na Ucrânia? – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Set 21, 2023

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Passaram 575 dias desde o início da invasão da Ucrânia, que acordou esta quinta-feira novamente sob um ataque de mísseis russos. Os bombardeamentos atingiram a capital, Kiev, bem como Cherkasy, Slobidskyi, Kharkiv e Kherson. Há registo de dois mortos e pelo menos 21 feridos, segundo revelaram as autoridades ucranianas.

Segundo a empresa estatal Ukrenergo, os ataques com mísseis — um dos mais devastadores nas últimas semanas — atingiram infraestruturas energéticas, provocando cortes de energia parciais. No inverno passado esta foi uma estratégia recorrente da Rússia, com Kiev a denunciar o uso da energia como uma arma de guerra.

A ofensiva russa surge num dia em que o Presidente ucraniano está de visita a Washington, após ter discursado na Assembleia Geral e no Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova Iorque. Volodymyr Zelensky vai encontrar-se com os líder da Câmara de representantes e também com o Presidente norte-americano. À chegada à capital, o chefe de Estado definiu a defesa aérea como uma das prioridades.

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Estas são as principais notícias em destaque esta quinta-feira:

  • O Serviço da Procuradoria da Coroa do Reino Unido autorizou acusações contra cinco suspeitos de espionagem em nome da Rússia. Os três homens e duas mulheres, com idades entre os 29 e 45 anos, são acusados de “conspirar para recolher informação para uso direito ou indireto do inimigo”.
  • Uma sondagem da CNN aponta que 55% dos inquiridos defendem que o Congresso dos EUA não deve autorizar mais fundos para apoiar a Ucrânia, contra 45% que acreditam que os fundos devem ser disponibilizados.
  • Os ministros da agricultura da Eslováquia e da Ucrânia chegaram a um acordo para resolver a questão da proibição da importação de cereais ucranianos. Em troca, Kiev vai deixar cair a queixa feita à Organização Mundial do Comércio contra a Eslováquia, mantendo a contra a Polónia e Hungria.
  • O primeiro-ministro polaco disse ontem que o país vai deixar de fornecer armas à Ucrânia e começar a “defender-se com as armas mais modernas”. O porta-voz do governo polaco, Piotr Müller, esclareceu que o país vai, no entanto, entregar o armamento e munições que já tinha prometido a fornecer.
  • Num dia em que as sirenes de alerta de ataque aéreo voltaram a soar o responsável da administração militar de Kiev revelou que já se atingiu um total de cerca de mil horas destes avisos na capital.
  • O comandante das Forças Armadas da Ucrânia disse que as defesas aéreas intercetaram 36 dos 43 mísseis cruzeiro lançados pela Rússia. No mesmo dia o Ministério da Defesa russo disse que foram abatidos 19 drones que sobrevoavam o Mar Negro e a península da Crimeia e três equipamentos lançados sob as regiões de Belgorod, Kursk e Oryol.
  • O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) e a marinha lançaram uma operação especial para atacar a base russa de Saky na Crimeia, península anexada em 2014. A informação foi confirmada por várias fontes aos meios ucranianos Ukrainska Pravda e Suspilne, que adiantaram que ataque provocou “danos significativos” nos equipamentos russos.
  • A Ucrânia poderá ver mais um aliado a juntar-se à coligação internacional para fornecer os aguardados caças. A Bélgica está a substituir os seus modelos F-16 por F-35 e está a ponderar cedê-los a Kiev.
  • O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) esteve reunido com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, de visita oficial aos Estados Unidos para participar na Assembleia Geral das Nações Unidas.



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