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Três filmes para ver esta semana – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Set 21, 2023

Sharlto Copley, também um dos produtores, interpreta neste filme de Tony Stone o matemático e eco-terrorista Ted Kaczynski, o chamado Unabomber, que entre 1978 e 1996, matou 3 pessoas e feriu 28 com bombas fabricadas na sua cabana rústica e isolada na natureza do Montana, e enviadas pelo correio, em nome do seu ódio à tecnologia e ao progresso, e pela defesa do meio ambiente. Stone baseou-se nos abundantes escritos deixados por Kaczynski (que se suicidou na cadeia em Junho) para fazer Ted K — O Unabomber, que se quer realista, factual e explicativo das motivações, da personalidade e da psicologia do Unabomber. O que no entanto o realizador contraria, inventando uma companhia feminina para ele e desdobrando-se em sequências onírico-fantásticas. O filme é também longo demais. Fica a interpretação de Copley, que não só é a cara chapada de Ted Kaczynski, como mergulha em profundidade na personagem.

Mehdia é uma rapariga etíope que trabalha como empregada doméstica em Beirute, Ahmed é um refugiado sírio que ali tenta sobreviver vendendo ferro-velho. Estão apaixonados e querem sair do Líbano, e a vida não é fácil nem para um, nem para o outro. O velho militar reformado de que Mehdia tem que tomar conta sofre de demência, e tanto está perfeitamente bem como se toma por Nosferatu e tenta estrangulá-la, enquanto que Ahmed não consegue juntar dinheiro e é alvo da xenofobia dos libaneses e da inveja e das provocações de outros refugiados sírios, por ter uma namorada. O franco-libanês Wissam Charaf, realizador de Sujo Difícil Perigoso, feito com poucos meios num país à beira do colapso, agrega à estóica história de amor que é o coração deste filme frágil e precário, denúncia social, mensagem anti-guerra e até mesmo alguma comédia, embora todos estes elementos nem sempre convivam bem.

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Baseado no livro The Antisocial Network, de Ben Mezrich, este filme de Craig Gillespie conta como em 2021, em plena pandemia, uma multidão de pequenos e micro-investidores “online” americanos, liderados por Keith Gill, um analista financeiro e pai de família da classe média, que fazia vídeos com conselhos de investimentos no YouTube (como Roaring Kitty) e no Reddit (como DeepFuckingValue) apostaram nas acções da GameStop, uma empresa de venda de videojogos e acessórios de computadores, contra a visão dos grandes fundos de investimentos de Wall Street, que a queriam ver falida para lucrar com isso. Conseguiram ganhar dinheiro, levando ainda ao tapete alguns daqueles fundos e comprometendo a imagem “democrática” e alternativa da “app” de investimentos que concentrava a maior parte das transações da GameStop. Dumb Money foi escolhido como filme da semana pelo Observador e pode ler a crítica aqui.



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