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“Gordas, inúteis e burras.” Lizzo é alvo de novo processo. Estilista acusa artista de “assédio sexual e discriminação racial” – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Set 22, 2023

“Truth Hurts” foi uma das primeiras catapultas da cantora norte-americana Lizzo. A canção lançada em 2019 estendeu a passadeira vermelha para o grande sucesso “About Damn Time”, que surgiria três anos depois. Mas a ascensão da artista teve um revés, somando agora a terceira acusação por assédio no trabalho.

No mesmo dia em que Lizzo, conhecida por proclamar o amor própria, ia receber um Prémio Humanitário Quincy Jones da Black Music Action Coalition, a estilista Asha Daniels, 35 anos, acusou-a de “bullying, assédio e discriminação sexual”.

A antiga funcionária de Lizzo apresentou esta quinta-feira um processo-crime contra a artista e a gerente do guarda-roupa, Amanda Nomura, acusando-a de fazer “impressões estereotipadas” das mulheres negras, referindo-se às bailarinas como “gordas”, “inúteis” e “burras”. Além disso, Nomura terá também forçando as mulheres que integravam a equipa da cantora a que se vestissem e despissem “à frente de uma plateia de homens brancos”, que as “olhava com desprezo”.

Ouvia esta mulher negra no palco a apregoar uma mensagem de amor próprio, do cuidado um pelo outro, da empatia e de ter forças para fazer levantar o outro, enquanto eu, as bailarinas e o coro sofríamos bullying e éramos assediadas regularmente”, confessou a estilista à NBCNews.

Apesar de a estilista não mencionar as atitudes de Lizzo nos bastidores, critica-a por não ter feito nada quando ela foi despedida por se queixar da gerente do guarda-roupa. “Ela era a chefe, por isso a responsabilidade era dela”, disse o seu advogado, Ron Zambrano — que também representa as bailarinas da cantora —, numa declaração publicada esta quinta-feira.

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Perante estas novas acusações, o porta-voz de Lizzo, Stefan Friedman, acusou Zambrano de “manchar” a honra da artista que, na mesma noite, ia receber o Prémio Humanitário Quincy Jones da Black Music Action Coalition, dizendo ainda que este é um “falso e absurdo processo de publicidade”, de alguém que “nunca conheceu ou falou” com a cantora.

Daremos a este caso toda a atenção que ele merece. Nenhuma”, rematou.

Esta não é a primeira vez que a assessoria de comunicação de Lizzo tenta apagar fogos relacionados com acusações de assédio no trabalho. Pouco tempo depois de ter subido ao palco do Nos Alive, em julho deste ano, a cantora foi acusada por três bailarinas de criar um ambiente hostil, com referências a práticas de assédio sexual, racial e religioso.

Cantora Lizzo nega acusações de assédio feitas por antigas bailarinas

Arianna Davis, Crystal Williams e Noelle Rodriguez alegaram que, entre 2021 e 2023, Lizzo as envergonhou “por causa do peso e diminuiu-as de formas que não são apenas ilegais, mas também absolutamente desmoralizantes”, diziam, num comunicado.

E, aparentemente, não foram as únicas. Depois destas acusações, outras seis antigas bailarinas da artista dirigiram as mesmas acusações à artista. Algo que Lizzo negou, dizendo que “não é a vilã que as pessoas e os media” retrataram e que a sua paixão pelo trabalho levava-a a “fazer escolhas difíceis”.





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