• Qui. Fev 22nd, 2024

Ventura diz que próximo Governo pode “não ser ideal” mas sem PS “já é uma grande notícia” – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Dez 6, 2023

O presidente do Chega, André Ventura, considerou, esta quarta-feira, que o próximo governo “até pode não ser o governo ideal para o país”, mas se não for liderado pelo PS “já é uma grande notícia”.

Não vamos passar três meses a discutir se temos mais deputados de um lado ou de outro, se temos capacidade de fazer alternativa aqui ou ali, se as alianças vão ser A, B ou C”, afirmou.

Intervindo no encerramento das Jornadas Parlamentares do Chega, em Matosinhos (distrito do Porto), o presidente do Chega defendeu que “o PS não pode continuar a governar”.

E para nós o objetivo é, acima de tudo, assumido: todos menos a esquerda, tudo fora a esquerda. E o governo que quereremos até pode não ser o governo ideal para o país, mas só ser um governo sem Pedro Nuno Santos ou José Luís Carneiro já é uma grande notícia para Portugal”, salientou.

André Ventura disse que “a direita teve sempre de corrigir os erros do PS”, quando chegou ao poder foi “sempre resolver o pântano, a crise económica, o fosso salarial, a bancarrota dos socialistas, quando não a corrupção” e “por isso nunca conseguiram fazer o que queriam”, mas salientou que “a direita não pode falhar aos portugueses”.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

André Ventura contido e sem ostracizar o PSD: Chega muda estratégia a pensar no pós-eleições

“Depois de oito anos de governo socialista, não podemos ter tibiezas nem hesitações, este é o nosso momento, de dizer presente, que não temos medo e queremos ser essa alternativa”, salientou, considerando que em 10 de março vai acontecer uma “revolução do povo”.

Numa intervenção de cerca de 20 minutos, perante os deputados eleitos à Assembleia da República, e aos parlamentos dos Açores e da Madeira, Ventura salientou que o Chega não quer ser governo se for “para deixar tudo na mesma”.

No final de umas jornadas parlamentares sobre os desafios da próxima legislatura, que decorreram a cerca de um mês da dissolução do parlamento, o presidente do Chega elegeu a justiça, a saúde e o crescimento económico como prioridades do partido para as eleições legislativas de março.

Sobre a justiça, “o pilar fundamental da ação ao longo dos próximos meses”, considerou que se encontra num “caos” e lamentou “os ataques de que tem sido alvo por parte do governo”.

No que toca à saúde, o líder do Chega estabeleceu como objetivo, se liderar um governo, terminar o mandato com todos os portugueses com médico de família atribuído.

“António Costa prometeu e falhou, nós prometemos e vamos cumprir, não haverá um português sem médico de família”, afirmou, indicando que o partido quer também apostar na “redução da burocracia, simplificação e transição digital”.

André Ventura acusou também o ministro da Saúde de “já se ter demitido mesmo antes de o governo cessar funções” e criticou a “cegueira ideológica da esquerda de querer matar o privado e o social”.

Na economia, o líder do partido de extrema-direita assinalou que o Chega não é “o partido dos lucros selvagens nem da economia completamente desregulada”, defendendo que “deve haver liberdade de mercado, iniciativa, prosperidade”.

Ventura disse querer aumentar o crescimento económico e o salário mínimo nacional, e descer impostos.



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *