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Para que servem os partidos da direita? – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Dez 8, 2023

Ao PS, os partidos da direita servem para meter medo com o “fascismo”, e assim tentar manter-se no poder apesar de todos os fracassos e tropelias. Mas ao país, para que servem? A muitos, para representar nos órgãos electivos pontos de vista conservadores, liberais ou nacionalistas, ou para organizar governos cujas políticas reflictam esses pontos de vista. E agora, a esses e a outros que podem nem ter tais pontos de vista, para dar ao país uma alternativa ao domínio do Estado pelo PS, e à estatização imposta pelos governos socialistas.

É uma função que não é fácil de desempenhar. O BCE impede rupturas financeiras. O que quer dizer que os partidos da direita não podem esperar suceder ao PS como em 2002 ou em 2011, quando o dinheiro acabou. O dinheiro não vai acabar. À direita, compete convencer os cidadãos das vantagens de uma mudança de governo, porque esta mudança só pode vir de um movimento de opinião dentro do país. Tudo isso pode parecer mais complicado agora do que quando a direita era só PSD e CDS. Hoje, existem outros partidos com representação parlamentar, todos muito competitivos e agressivos entre si. Há quem, por isso, acredite que uma mudança de poder em Portugal depende de restabelecer o PSD – ou uma aliança liderada pelo PSD – como única opção de voto à direita.

Se isso for verdade, não podemos ter grandes esperanças. O duopólio PSD-CDS resultou da proibição pelo MFA, em 1974-1975, de outros partidos de direita, o que fez do PSD e do CDS frentes eleitorais a que se submeteram as mais variadas famílias políticas não-socialistas. Depois, algumas lideranças (Sá Carneiro, Cavaco Silva) prolongaram essa ascendência. O mundo mudou entretanto. Em outros países, as crises da globalização fizeram crescer movimentos de inspiração liberal ou nacionalista. Portugal pareceu ir ficar à margem dessa mudança. Em 2015, a direita ainda votou unida na PAF liderada por Pedro Passos Coelho. Mas a geringonça de António Costa convenceu Rui Rio de que devia virar à esquerda. Criou assim espaço para a IL e o Chega.

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