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Exército israelita disparou contra palestinianos que correram em direção a camiões com comida – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Fev 29, 2024

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O exército israelita disparou contra um grupo de palestinianos que, no norte de Gaza, esperavam pela distribuição de comida. As Forças de Defesa de Israel (FDI) dizem que o fizeram porque a segurança dos militares foi posta em causa. O número de mortos diverge consoante a fonte: o Hamas fala em mais de 100, Israel diz que os disparos israelitas causaram dez mortos e que outras pessoas morreram devido a uma “debandada”. As imagens mostram dezenas de pessoas a chegar aos hospitais.

“Durante o incidente, dezenas de habitantes de Gaza ficaram feridos na consequência de empurrões e atropelamentos”, começaram por referir as FDI, citadas pelo The Times of Israel. Fonte militar indicou ao jornal que uma multidão “violenta” aproximou-se dos camiões conduzidos pelas forças israelitas numa forma que, segundo Israel, “colocou em perigo” os militares israelitas.

De acordo com Israel, um inquérito preliminar ao caso concluiu, depois, que quando 30 camiões com ajuda humanitária chegaram à localidade de Rimal, “centenas” de palestinianos correram em direção a eles, levando a uma “debandada” em que vários palestinianos ficaram feridos ou morreram. Alguns, dizem as FDI, foram atropelados pelos camiões.

A versão de Israel é que os soldados começaram por disparar para o ar para dispersar a multidão, mas acabaram por visar as pernas dos palestinianos que se aproximaram dos militares, resultando em cerca de 10 mortos. Entretanto, as FDI divulgaram imagens aéreas que mostram dezenas de pessoas a aproximarem-se dos camiões que transportavam a ajuda humanitária, como revela o The Times of Israel.

O Hamas, por sua vez, fala em 104 mortos e mais de 700 feridos e, em comunicado, defendeu que a ocorrência poderá pôr em causa as negociações para um novo acordo de cessar-fogo que permitiria a libertação dos reféns. “As negociações conduzidas pela liderança do movimento não são um processo aberto à custa do sangue do nosso povo“, escrevem no documento citado pela Reuters, onde alertam que Israel seria responsável pela quebra das negociações.

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A Al Jazeera adianta que verificou a veracidade de imagens que, segundo diz, mostram os corpos de dezenas de pessoas e vários feridos a serem levados por camiões para o hospital. As ambulâncias não terão conseguido chegar ao local devido aos estragos na estrada.

“Fomos buscar farinha. O exército israelita disparou contra nós. Há muitos mártires no terreno e estamos a retirá-los. Não há primeiros socorros”, afirmou uma testemunha, citada pela Al Jazeera. Os feridos foram levados para quatro hospitais.

Há já diversas reações de condenação de Israel. “A matança deste grande número de vítimas civis inocentes que arriscaram as suas vidas é considerada uma parte integral da guerra genocida cometida pelo governo da ocupação contra o nosso povo”, declarou Mahmoud Abbas, Presidente palestiniano, à agência de notícias local Wafa, citada pelo The Guardian. “Os israelitas e as autoridades da ocupação israelita são totalmente responsáveis e vão ser responsabilizados nos tribunais internacionais.”

Citado pela Reuters, Abbas condenou “o massacre repulsivo conduzido pelo exército da ocupação israelita esta manhã contra as pessoas que esperavam pelos camiões dea juda na rotunda de Nabulsi”.

Por sua vez, o Ministério dos Negócios Estrangeiros Egípcio, citado pela Al Jazeera, apelou a um cessar-fogo em Gaza. “Condenamos os ataques israelitas desumanos sobre palestinianos civis desarmados na rotunda de Nabulsi, no norte de Gaza”, lamentou, acrescentando: “Consideramos os ataques sobre civis pacíficos apressados para recolherem a sua dose de ajuda um crime vergonhoso e uma violação flagrante da lei internacional.

Também o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Jordânia emitiu um comunicado sobre o ataque de hoje em Gaza. “Condenamos o ataque brutal das forças de ocupação israelitas sobre o ajuntamento de palestinianos que esperavam por ajuda na rotunda de Nabulsi, perto da rua Al-Rashid, em Gaza.”



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