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Polícia Judiciária já identificou de quem é o corpo mutilado encontrado na Lapa, em Lisboa – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Mar 15, 2024

Em atualização

O saco estava ao lado de um caixote do lixo, na rua Maestro António Taborda, na Lapa, em Lisboa, quando o camião do lixo passou para a recolha, por volta das 1h30 da última terça-feira. Assim que se aproximaram, os funcionários da Câmara Municipal de Lisboa aperceberam-se de que não seria apenas mais um saco e abriram a porta para uma investigação não muito comum em Portugal. Lá dentro estava o cadáver de um homem mutilado, apenas cintura para baixo. Depois de chamada a PSP, o caso acabou por ser entregue à Polícia Judiciária — que em poucos dias terá conseguido montar uma parte muito significativa do que aconteceu. A vítima já está mesmo identificada. Ao que o Observador apurou, trata-se de um cidadão de nacionalidade brasileira. E em cima da mesa, está como muito provável a hipótese de um crime de natureza sexual, estando ainda a investigação a correr para a identificação e localização do suspeito.

A rigidez do corpo, que apontava para que o crime teria sido cometido pelo menos 24 horas antes, assim como uma tatuagem na nádega foram pistas para uma investigação que precisou de muito mais até identificar a vítima — o que fez em tempo recorde. Foram horas de muitas diligências, inclusivamente em lixeiras para procurar o resto do cadáver, e uma autópsia feita pelo Instituto de Medicina Legal esta quinta-feira que não terá sido conclusiva, como refere o Expresso. Além, disso foi preciso analisar câmaras de videovigilância que existem na rua e ter em conta participações de pessoas desaparecidas numa tentativa de ligar aquele corpo a uma identidade.

Num primeiro momento, a rigidez do corpo indicava que o crime já tinha sido praticado há umas horas, o que continua a ser a tese da investigação, sabe o Observador. Apesar de a identidade ser já do conhecimento das autoridades, continua em curso um trabalho para determinar ao certo as causas do crime, assim como as circunstâncias em que este aconteceu.

Num caso com estas características, a identificação da vítima é o primeiro objetivo dos investigadores. A partir daí a investigação prossegue para determinar quem poderia ter cometido o crime, de que forma e por que motivos. Além das imagens de videovigilância e da tatuagem, a polícia fez um cruzamento de todas as participações de desaparecimentos.

Esse cruzamento de informações, no entanto, não é imediato, dado que as participações de familiares ou amigos por norma são feitos à polícia de proximidade, como é o caso da PSP ou da GNR. Para isso, foi preciso troca de informações entre as polícias para obter essas informações.

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