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Pinto da Costa aponta à “campanha de ataques” repetindo que “querem fazer OPA ao FC Porto” – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Abr 12, 2024

Não acontecia há algum tempo, voltou a acontecer antes de mais um momento de esclarecimento a sócios e adeptos do FC Porto. A candidatura “Todos pelo Porto”, liderada por Pinto da Costa, apresentou mais um conjunto de propostas em caso de eleição a 27 de abril, neste caso viradas para o “eixo Z Call” que pretende colocar os jovens no centro do futuro já depois de um jantar na Foz com sócios entre os 18 e os 30 anos.

“Propõe-se a criação de bilhetes com um tarifário e condições de fácil acesso para jovens até aos 30 anos para os jogos em casa. Esta proposta é feita de forma autónoma e complementar a qualquer protocolo que exista com grupos organizados. Propõe-se, igualmente, a oferta de um bilhete para um jogo da equipa principal no Estádio do Dragão, por época, a todos os sócios dos 18 aos 30 anos, com mais de um ano de sócio, oriundos dos concelhos do Porto, Gaia, Matosinhos, Maia, Gondomar e Valongo e três bilhetes para todos os jovens oriundos dos outros concelhos do País, em jogos e bancadas selecionados. Para os jovens detentores de lugar anual, será enviado um convite para que possam estar acompanhados por um convidado no Dragão, no mesmo número de jogos”, anunciou a candidatura de Pinto da Costa esta sexta-feira.

“Uma das iniciativas mais relevantes será a criação de um conselho oficioso, complementar aos órgãos existentes, apenas formado por jovens sócios dos 18 aos 30 anos, que reunirão mensalmente para propor à direção do clube ideias inovadoras na experiência com jovens, na adoção tecnológica, nos valores e formação ou outras áreas que considerem relevantes. O Presidente e outros elementos da sua Direção participarão, mensalmente, num live nas redes sociais do clube a responder a perguntas colocadas, por sócios do clube através das redes sociais, permitindo-se, assim, dar voz aos mais jovens, fazer deles parte das decisões e permitir que exijam níveis de transparência inéditos em qualquer clube em Portugal”, acrescentou.

Mais tarde, na companhia de Vítor Baía e João Rafael Koehler, Pinto da Costa esteve na Maia para mais uma sessão de perguntas e respostas com sócios e adeptos. E, um pouco à semelhança do que tinha acontecido na véspera em Vila Verde, Villas-Boas acabou por ser o mais visado de forma mais ou menos direta.

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“Nos meus 42 anos tive alguns opositores. Martim Soares foi um oponente com a maior elevação e hoje dá-me o prazer e honra de estar aqui na primeira fila. Na última eleição, tive oposição de Fernando Rio, que sem eu pedir veio publicamente expressar o apoio à minha candidatura, porque entendia que era fundamental que eu vencesse as eleições. Quando são disputadas com dignidade, com verdade e sem calúnias e insultos, são bem-vindas para a democracia que se vive e sempre viveu no FC Porto. Estou aqui à vossa frente com a equipa remodelada para servir o FC Porto. Estamos a remodelar todas as operações que vão ser necessárias, a modernização que vai ser precisa, sem dar eco nem perder tempo com as calúnias infames que são lançadas contra aqueles que me acompanham. Toda a gente malhou nos que me rodeavam”, referiu.

“Fernando Gomes já me tinha comunicado há um ano que não podia continuar. A partir do momento em que se soube isso, deixou de ser alvo de quem quer que fosse. Qualquer dia ainda vai ser beatificado. Mas quando apresentei João Koehler como responsável financeiro do clube e da SAD, ele passou a ser bombardeado da maneira mais vil e incrível possível, com intromissões na sua vida particular. Só que ele está aqui ao meu lado para servir o FC Porto”, prosseguiu, citado pelo O Jogo, antes de apontar a José Pedro Pereira da Costa, CFO de André Villas-Boas: “Esse senhor foi funcionário da Olivedesportos e a Olivedesportos colocou-o na NOS para tentar assegurar que o FC Porto continuasse a dar os seus direitos à NOS. Não demos esses direitos porque a última proposta foi de 320 milhões de euros por dez anos. A MEO deu 450, como tal, não houve discussão. Entraram em guerra connosco. Só é sócio efetivo do FC Porto desde novembro do ano passado, ainda não tem meio ano de sócio, nem sequer vai poder votar, passa para a SAD…”.

Também Sérgio Conceição e a sua continuidade voltaram a ser tema. “Adoro o Sérgio mas sete anos num clube com esta dimensão e pressão, nem todos têm a capacidade de lidar, nem todos são [Alex] Ferguson. Aquela expressão de despedir treinadores não será apropriada porque todos eles saíram por mútuo acordo, salvo o Del Neri que nem chegou a saber onde era a Torre dos Clérigos. Saíram sem problemas, com rescisão por diversos motivos. O Paulo Fonseca foi-se embora contra a minha vontade porque acredita nele, mas não aguentou a pressão quando viu lenços brancos. Ainda lhe disse que eram como em Fátima, um sinal, um caminho para a Nossa Senhora, mas ele criou tal complexo com aquilo que disse que tinha de ir embora. Numa situação dessas é impossível manter”, recordou o presidente dos azuis e brancos.

“O Octávio era é é uma pessoa com história no FC Porto, foi o adjunto do Artur Jorge, foi um jogador de grande importância nas nossas equipas, ganhou uma Supertaça, mas fruto dos resultados e do ambiente, entendemos ser melhor terminar a ligação. Despedimento só existiu com o Del Neri. Chegou aqui e ao fim de dois treinos disse que tinha de ir a Itália, deu uma folga, marcou o dia seguinte para o regresso aos treinos e quando estava em Itália mandou um fax a dizer que só vinha dois dias depois. Quando chegou ao aeroporto foi ida e volta. Não chegou a aquecer. Em relação ao Sérgio Conceição, todas as interpretações são possíveis e válidas. Se eu for eleito, quero continuar com o Sérgio Conceição”, voltou a assegurar.

Por fim, e na pergunta com resposta mais curta, Pinto da Costa falou também dos comentários que André Villas-Boas tem feito em relação à segurança do ato eleitoral. “Comentário? “Se ele tivesse vergonha estava calado…”, atirou Pinto da Costa, que abordou ainda as razões para se candidatar. “Decidi avançar porque vi na apresentação de Villas-Boas os grandes inimigos do FC Porto. Tive a sensação de que era uma sessão para uma OPA ao FC Porto. Sei dos interesses que têm, dos interesses televisivos que têm, sei que pretendem fazer o que se fez no Sp. Braga, arranjar uns árabes para comprar umas ações e meter as deles no pacote. Quando comecei a ver pessoas que, ainda hoje, ao renovarmos com um jogador muito promissor [Martim Fernandes], o Raúl Costa [empresário] tinha dito para ele não assinar para depois assinarem com ele, porque ele é que ia mandar no clube…”, apontou, numa ideia que tem repetido nos últimos dias.



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