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Bayern vence Arsenal com assistência do português e está nas meias da Champions – Observador Feijoada

ByEdgar Guerreiro

Abr 17, 2024

Mais uma semana, mais uma alusão a tudo aquilo que Harry Kane tem de pé frio quando chega a um clube. Quem não seguisse com atenção o percurso do avançado de 30 anos que bateu vários recordes no Tottenham e na seleção inglesa poderia ter algum tipo de ideia de que se tratava de uma daqueles jogadores que joga sem que se perceba o porquê de estar a jogar. Não é o caso. Longe disso. Há um número que resume tudo, numa perspetiva da presente temporada: é o elemento mais efetivo no futebol europeu em 2023/24, com a média de um golo marcado a cada 80 minutos. No entanto, falta-lhe uma coisa: títulos. E perdeu mais um.

Kane voltou a Londres para fazer um parênteses na maldição: Bayern empata frente ao Arsenal e leva eliminatória para Munique

Com a goleada ao Werder Bremen, o Bayer Leverkusen confirmou este domingo o cenário inevitável na Liga alemã: pela primeira vez na história sagrou-se campeão nacional, neste caso quebrando uma série de 11 títulos seguidos de um Bayern que com o tempo deixou de ser o exemplo que todos apontavam. Deixou de ser pelo mau planeamento a curto e médio prazo, deixou de ser pela dança atípica de treinadores, deixou de ser pelas mudanças que foi fazendo a nível de estrutura dirigente. Deixou de ser por contratações que não resultaram, deixou de ser por saídas inesperada, deixou de ser pelos problemas no balneário. Sobrava Harry Kane, a parte boa de uma temporada má onde o inglês que chegou à Baviera em busca de ter títulos coletivos para juntar aos registos individuais mas perdeu Campeonato, Taça e Supertaça. Sobrava a Champions.

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Nunca mais lhes chamam “Neverkusen”: Bayer sagra-se campeão alemão pela primeira vez na história (e sem derrotas esta época)

Desde a última época que esse cenário foi adensado. Houve o despedimento de Julian Nagelsmann sem que se percebesse ao certo o porquê depois de se ter tornado o treinador mais caro na história do futebol, houve a chegada de um Thomas Tuchel que deixou uma marca tal que Nagelsmann está a ser colocado novamente na órbita dos bávaros. Houve a saída de Oliver Kahn e Hasan Salihamidzic sem se perceber ao certo quem faz o quê no novo edifício do futebol do conjunto de Munique. “Época fracassada? Depende do que entendam por fracasso, todos queremos ganhar troféus mas também valorizo o processo”, esclareceu o avançado.

“Estamos com muitas lesões. Começa-se a ver isso cada vez mais no futebol, por uma razão ou por outra. O clube talvez precise de procurar uma solução. As épocas são longas e, por vezes, jogamos de poucos em poucos dias. Mas agora temos uma grande oportunidade com o Arsenal para manter a época viva e alguma esperança entre os adeptos de que podemos conseguir algo especial. Ainda temos a oportunidade de transformar esta temporada numa grande temporada se vencermos a Liga dos Campeões», disse Kane, recordando os duelos com o Arsenal. “Ao jogar no Tottenham tantos anos naquele clássico do norte de Londres, que foi o maior jogo da temporada todos os anos, tornou-se um jogo especial mas é um capítulo diferente”, relembrou entre as memórias de uma dispensa nas camadas jovens que não mais esqueceu.

O inglês não demorou a mostrar essa atração pelo golo sempre que encontra os gunners, com duas tentativas nos cinco minutos iniciais na área que deixaram uma sensação de perigo sem resultados práticos. O Bayern queria entrar a todo o gás para ganhar vantagem mas cedo ganhou uma postura bem mais pragmática, com linhas mais baixas do que é normal mas dar outras garantidas defensivas sem bola enquanto o Arsenal ia ganhando confiança tendo mais posse e criando as suas oportunidades que começaram com um remate de Ödegaard para defesa apertada de Manuel Neuer (30′) antes de duas tentativas de Martinelli que fizeram tremer os bávaros. O intervalo chegava sem golos e com tudo em aberto em termos de eliminatória.

No segundo tempo, houve mais Bayern. Isso não se traduziu logo em oportunidades mas os bávaros iam tendo maior controlo do jogo com bola, tapavam as saídas do Arsenal e iam montando o cerco aos ingleses. O golo apareceu: numa insistência a partir da esquerda, Raphael Guerreiro, de regresso às grandes exibições pelo lado esquerdo da defesa germânica sem Alphonso Davies, cruzou para a grande área e Kimmich surgiu de trás a desviar de cabeça para o 1-0 (63′). Em desvantagem, Arteta repetiu o plano do jogo de Londres e lançou de imediato Gabriel Jesus e Trossard para o assalto à baliza que permitisse manter a eliminatória viva mas o conjunto germânico recuperou aquela identidade mandona de quem trata por tu as decisões europeias em fases adiantadas da prova e geriu da melhor forma a vantagem até às meias diante de um conjunto inglês que em quatro dias desceu a segundo da Premier League e caiu da Champions.





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